Carga fiscal continua em rota ascendente este ano

INE reviu em baixa a carga fiscal dos últimos anos, mas a tendência de crescimento mantém-se. Este ano há nova subida, indicam contas feitas pelo Jornal Económico.

Depois de ter atingido um valor recorde no ano passado, a carga fiscal continua a dar sinais de subida este ano. Segundo cálculos do Jornal Económico feitos com base nas contas nacionais reveladas esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os impostos e contribuições arrecadados pelo Estado no segundo trimestre atingiram 32,8% do PIB gerado naquele período, o que corresponde a uma subida de 0,2 pontos percentuais face ao período homólogo do ano passado.

Entre abril e junho, o Estado arrecadou 17,2 mil milhões de euros em impostos e contribuições, mais 529 milhões de euros do que no período homólogo. Esta subida de 3,2% no total de impostos cobrados foi conseguida sobretudo nos impostos sobre a produção e as importações, onde se inclui o IVA.

Apesar desta tendência no início do ano, será necessário esperar pela informação dos próximos trimestres para avaliar de forma mais assertiva a evolução deste indicador. Historicamente, o terceiro e o quarto trimestres têm sido mais determinantes para a arrecadação de impostos e contribuições.

O INE revelou ontem que, em 2018, a carga fiscal do total do ano atingiu o valor recorde de 34,9% do PIB, mesmo com uma alteração metodológica que levou a uma revisão em baixa dos dados provisórios anteriores. A anterior previsão do INE, feita em março, era de 35,4% do PIB.

Segundo o organismo de estatística, o valor agora estimado para 2018 continua a ser o mais elevado desde 1995, ano do início da série disponibilizada pelo instituto.

O total de receitas de impostos e contribuições sociais no total do ano ascendeu a 71,1 mil milhões de euros no ano passado, contra 66,9 mil milhões em 2017 (a que correspondeu uma carga fiscal de 34,1% do PIB).

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