PremiumCarlos Almeida: “Green bonds poderão flexibilizar cálculo da dívida pública”

Portugal poderia beneficiar ao fazer uma emissão de dívida soberana sustentável, segundo Carlos Almeida, diretor de investimentos do Best.

Faz esta sexta-feira um mês que a União Europeia (UE) deu um passo histórico quando emitiu obrigações sociais para financiar 17% do programa SURE. Foi a primeira vez na sua história que o bloco regional colocou no mercado 17 mil milhões de euros em dívida comum. “Conseguimos dar uma forte resposta europeia que foi uma expressão de solidariedade”, vincou o comissário europeu para o orçamento, Johannes Hahn, que liderou a operação.

Foi a primeira de muitas emissões de obrigações ESG com o selo comum europeu. O SURE, programa europeu de ajuda às medidas sociais lançadas pelos governos, como o apoio ao emprego, tem um plafond de 100 mil milhões de euros. E, 30% da grande bazuca europeia, o Next Generation EU, será também financiado por obrigações verdes.

A procura pelas social bonds comunitárias emitidas no dia 20 de outubro atingiu os 233 mil milhões de euros. O diretor de investimentos do banco Best explica ao Jornal Económico que a forte procura pelas obrigações sociais se deveu não apenas à “importância de termos instituições fortes em períodos de maior turbulência”, mas também porque beneficiaram de um nível de rating ‘AAA’.

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