Carlos César reforça que PS e Governo estão a discutir compromisso orçamental com “parceiros mais privilegiados”

Presidente do PS liderou a última delegação partidária recebida por Marcelo Rebelo de Sousa para falar sobre o Orçamento Suplementar.

O PS e o Governo estão a dialogar no quadro parlamentar com os seus “parceiros mais privilegiados”, Bloco de Esquerda, PCP, PAN e PEV, para obter um compromisso orçamental de médio prazo, revelou nesta terça-feira o presidente dos socialistas, Carlos César, após a última das audiências concedidas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aos partidos com representação parlamentar, no âmbito do Orçamento Suplementar.

Carlos César elogiou “a iniciativa também do senhor ministro das Finanças [João Leão] de dialogar com muita intensidade com esses partidos, de forma a que se obtenha esse compromisso de médio prazo”. “Temos uma referenciação do ponto de vista daqueles que são os nossos parceiros mais privilegiados no diálogo político, e é isso que estamos a fazer neste Orçamento Suplementar, designadamente com o PCP, com o PEV, com o PAN, com o Bloco de Esquerda. É isso que continuaremos a fazer também, já numa perspetiva de médio prazo”, afirmou.

Defendendo que “é muito importante dar sinais aos portugueses, e trabalhar efetivamente para isso, no sentido de garantir a estabilidade política”, o presidente do PS disse que além da aprovação do Orçamento Suplementar, que considerou estar “razoavelmente garantida”, é necessária uma “política orçamental para a legislatura”.

Questionado sobre o veto presidencial ao diploma aprovado pela oposição no Parlamento, contra a vontade do PS, para alargar o apoio social extraordinário aos sócios-gerentes de micro e pequenas empresas e empresários em nome individual, que levou entretanto vários partidos a anunciar propostas para incluir esta matéria no Orçamento Suplementar, que está a ser debatido em sede de especialidade, Carlos César disse que os socialistas procuram “o maior consenso possível, sobre essa como sobre qualquer outra matéria”.

O ex-líder parlamentar do PS adiantou que “essa matéria poderá ser ou objeto de aprovação ao nível do Conselho de Ministros ou presente nas negociações e no diálogo que se deve desenvolver no quadro parlamentar”, referindo que “o Governo tem vindo a trabalhar nestas últimas semanas, na decorrência do que está consignado no Programa de Estabilização Económica e Social, medidas específicas para os trabalhadores independentes, para os trabalhadores informais, intermitentes, incluindo também a temática dos sócios-gerentes”.

Tendo ao seu lado o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, que o acompanhou na reunião de hoje com o Presidente da República, Carlos César realçou, no entanto, que os socialistas entendem que o Orçamento Suplementar para 2020 “não se pode desviar no essencial” da política orçamental definida e estão preocupados em salvaguardar “a integridade orçamental”.

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