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Casa própria continua cara: preços resistem a uma descida em 2026

Em 2026, os preços das casas em Portugal continuam elevados, sem sinais claros de descida. Lisboa e Porto mantêm forte procura, enquanto analistas destacam que oferta limitada e taxas de juro sustentam o mercado imobiliário.
Aldeia da Pedralva (Vila do Bispo, Costa Vicentina)
19 Dezembro 2025, 15h10

O mercado imobiliário português mantém-se robusto em 2026, com os preços das casas a manterem-se elevados e sem sinais claros de queda generalizada, apesar das expectativas de muitos compradores, especialmente entre jovens e famílias que pretendem adquirir habitação própria.

De acordo com dados recentes, as grandes áreas urbanas, como Lisboa e Porto, continuam a registar forte procura face a uma oferta ainda escassa, um fenómeno que contribui para sustentar os preços em níveis historicamente altos. Regiões com menor densidade populacional exibem alguma estabilidade ou crescimento mais moderado, mas ainda assim não com correções em queda acentuada.

Analistas imobiliários destacam que os principais fatores que sustentam os preços incluem taxas de juro elevadas, que aumentam o custo do financiamento, e uma procura estruturalmente acima da oferta disponível, sobretudo nos segmentos mais acessíveis. Medidas governamentais e iniciativas locais para aumentar a habitação pública e incentivar reabilitações ainda enfrentam desafios, como entraves burocráticos e necessidade de acelerar a execução.

Pedro Castro, Head of Operations e Crédito Habitação no ComparaJá, sublinha que “apesar das expectativas de muitos compradores de que os preços possam cair em 2026, a realidade do mercado sugere que os valores continuarão elevados pelo menos no curto prazo. A estabilização será mais provável do que uma descida generalizada, com algumas zonas urbanas a manterem pressão sobre os preços devido à procura continuada e à oferta limitada.”

Refere ainda que factores como a implementação efetiva de políticas públicas de habitação e eventuais alterações nas taxas de juro “serão determinantes para qualquer evolução futura significativa nos preços das casas.”

Especialistas consultados pelo jornal apontam que, enquanto medidas públicas para aumentar a oferta de habitação forem lentas a materializar-se, os preços tendem a manter-se estáveis ou em ligeiro crescimento nas zonas com maior procura. A descida significativa dos valores em 2026 permanece improvável, levando potenciais compradores a recalibrar expectativas e focar-se na análise criteriosa das oportunidades e condições de financiamento. 


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