CDS-PP diz Governo de António Costa fez “poucochinho” num contexto internacional ímpar

Nuno Magalhães defendeu que a teoria do fim da austeridade é desmentida pelo país real, que tem “a maior carga fiscal de sempre e o menor investimento público de que há memória”.

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, afirmou esta quarta-feira que o Governo de António Costa, apoiado pelos partidos à esquerda, fez “poucochinho” num “contexto interno e internacional ímpar”. Nuno Magalhães defendeu que a teoria do fim da austeridade é desmentida pelo país real, que tem “a maior carga fiscal de sempre e o menor investimento público de que há memória”.

“Já ouvimos aqui dizer e vamos continuar a ouvir a teoria do fim da austeridade, da devolução de rendimentos e que tudo está e vai bem. Marca-se assim a diferença entre o país da maioria das esquerdas e do país real. Um decreta o fim da austeridade. O país real sobrevive com a maior carga fiscal de sempre e o menor investimento público de que há memória”, afirmou Nuno Magalhães, na reunião da Comissão Permanente, que substitui o plenário durante as férias e encerra a legislatura.

Nuno Magalhães sublinhou que, apesar da devolução de rendimentos, os portugueses “pagam mais em impostos indiretos” e têm hoje acesso a “piores serviços públicos”.

“Num contexto interno e internacional ímpar, o mandato do PS e desta maioria foi uma oportunidade perdida. Um mandato de poucochinho. Um mandato de poucochinho no crescimento económico, exportações, reformas e utilização de fundos comunitários. Portugal cresceu, é verdade, mas muito abaixo do que podia e devia, tendo em conta não só o contexto em que se encontrava, mas também a comparação com países que se encontravam em situações similares”, explicou.

Já em clima pré-eleitoral, Nuno Magalhães aproveitando a deixa para relembrar o programa eleitoral democrata-cristão. “O CDS-PP tem uma visão diferente para o país com cinco pontos essenciais”: libertar as famílias e as empresas da maior carga fiscal de sempre, criar condições para construir um projeto de vida em família, um estado justo e eficiente, um território coeso e preparado para as alterações climáticas e um país preparado para vencer num mundo global.

Recomendadas

Secretário de Estado não validou bilhete no metro de Lisboa? Polémica invade redes sociais

Miguel Cabrita, secretário de Estado do Emprego, saiu da estação de metro encostado a António Costa e as reações nas redes sociais não se fizeram esperar. Mas observando o vídeo com atenção, é possível perceber que o governante tem um bilhete na mão e que o valida.
Francisco Ferreira

Polémicas já provocaram a demissão de 15 membros do Governo de António Costa

José Artur Neves apresentou a demissão no mesmo dia em que a PJ realizou buscas no ministério da Administração Interna, Proteção Civil e a empresa fornecedora por suspeitas relacionadas com a compra das golas antifumo. A primeira demissão teve lugar cinco meses depois do Governo tomar posse, quando ministro da Cultura prometeu “salutares bofetadas” a crítico.

Secretário de Estado da Proteção Civil demite-se

Artur Neves pediu a exoneração do cargo do Secretário de Estado da Proteção Civil, após as buscas no âmbito do inquérito que investiga a polémica com as golas antifumo.
Comentários