CDS-PP: Grupo de Abel Matos Santos pede comissão de reestruturação das contas do partido

A proposta apresentada pela corrente interna Tendência Esperança em Movimento (TEM) de criar uma comissão que reestruture as finanças do CDS-PP, surge numa altura em que estão a decorrer processos de despedimento de funcionários e está a ser negociado o o encerramento de sedes concelhias e distritais do partido.

A corrente interna Tendência Esperança em Movimento (TEM), liderada pelo candidato à liderança do CDS-PP Abel Matos Santos, quer criar uma comissão eventual para a reestruturação das contas do partido. A proposta surge numa altura em que no CDS-PP estão a decorrer processos de despedimento de funcionários e está a ser negociado o o encerramento de sedes concelhias e distritais.

Numa carta enviada ao presidente da Mesa do Conselho Nacional, Telmo Correia, a TEM pede a convocação de uma reunião extraordinária do Conselho Nacional, a realizar ainda durante o mês de novembro, para que sejam analisadas as contas do partido, “com dados atualizados à data de 31 de outubro de 2019”. Em causa está a ausência de respostas do secretário-geral do CDS-PP, Pedro Morais Soares, a um conjunto de questões relativas à situação económico-financeira do partido.

Nessa reunião extraordinária do Conselho Nacional, a TEM quer colocar na ordem de trabalho a constituição de uma comissão que reestruture as conta do partido.

O grupo de Abel Matos Santos quer que essa comissão fique responsável pela renegociação e rescisão de contratos de trabalho e serviços, a inventariação do património mobiliário e imobiliário e a elaboração de contratos de venda de património, bem como pela revisão e alteração de remunerações, ajudas de custo e encargos associados a cargos dirigentes do partido.

Tal como o Jornal Económico noticiou, o CDS-PP tem estado a rescindir contratos com trabalhadores na sede nacional do CDS-PP – onde também funcionam as estruturas distrital e concelhia de Lisboa – e também no gabinete de apoio ao grupo parlamentar na Assembleia da República, onde os centristas desceram de 18 para apenas cinco deputados. Já os funcionários que se mantiverem em funções, no grupo parlamentar e na sede do partido no Largo do Caldas, sofrerão cortes salariais.

Em causa está a redução da subvenção estatal e das comparticipações financeiras, a que se junta o saldo negativo nas contas do ano passado. Fonte do partido diz ao JE que as dívidas podem chegar “perto dos dois milhões de euros” este ano, pelo que a direção está a ponderar avançar com o encerramento de sedes alugadas e o despedimento de funcionários.

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