CDS/Congresso: PS nota falta de propostas e lembra governo “que mais empobreceu” o país

A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, afirmou este domingo que viu muitas preocupações, mas “nenhuma medida concreta” no Congresso do CDS-PP e defendeu que Assunção Cristas integrou o governo “que mais empobreceu” o país.

“[O caso Tancos é] uma telenovela, uma série da Netflix, que já vai na terceira temporada.”

Foi uma reação muito crítica a assumida pela secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, face às declarações de  Assunção Cristas no encerramento do 27.º Congresso do CDS-PP.

No final da reunião-magna que terminou, este domingo, em Viseu, Ana Catarina Mendes disse que viu muitas preocupações, mas “nenhuma medida concreta” no Congresso do CDS-PP  e defendeu que Assunção Cristas integrou o governo “que mais empobreceu” o país.

“Vemos muitas preocupações, mas não vemos nenhuma medida concreta para resolver os problemas das populações. Não podemos deixar passar aqui que a mesma Assunção Cristas que hoje se dirigiu aos congressistas e ao país pedindo mais igualdade e respeito pelas pessoas foi a mesma que fez parte de um governo que mais empobreceu o país”, afirmou.

A deputada Ana Catarina Mendes, que encabeçou a delegação do PS ao congresso democrata-cristão, devolveu ao CDS-PP as acusações de “imobilismo” que Assunção Cristas tinha feito aos socialistas e apelou para que “não se perca a memória”.

“Ouvir hoje a doutora Assunção Cristas falar da sua preocupação com o interior ou com a floresta é verdadeiramente notável para quem não se esquece daquilo que foi a inação, esse sim o imobilismo de Assunção Cristas pela pasta das florestas”.

“A ambição é saudável, mas não percamos a memória e a memória é que Assunção Cristas fez parte de um governo que mais mal fez e maior retrocesso social provocou”, disse, frisando que o caminho que o PS está a fazer “está a ter resultados positivos”.

 

 

Ler mais
Relacionadas

CDS: direção de Cristas eleita com menos de 90% e perde três lugares no Conselho Nacional

Há dois anos, a direção de Assunção Cristas tinha sido eleita com 95,59% dos votos.

Congresso. Assunção Cristas propõe-se liderar “o centro e a direita”

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, apresentando a moção de estratégia global, assumiu ser pragmática porque quer “chegar a todos” e não ser um partido de “nicho”.
Recomendadas

Marques Mendes: 1,2 mil milhões “não vão chegar” para a TAP

O comentador político espera que o Governo opte por fazer uma auditoria financeira à companhia área. E está convencido que os 1,2 mil milhões de euros a injetar não vão ser suficientes.

Jerónimo quer gestão privada fora da TAP

Jerónimo de Sousa, que falava num comício no Porto, acusou ainda o Presidente da República de “branquear o PSD” e a “política de direita”.

Cinco personalidades pedem “apreciação dos abundantes conflitos de interesses” no Parlamento

Paulo de Morais, Henrique Neto, João Paulo Batalha, Óscar Afonso e Mário Frota escreveram uma carta a Eduardo Ferro Rodrigues onde instam o presidente da Assembleia da República a pedir à Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados que faça a apreciação dos “abundantes conflitos de interesses que subsistem”.
Comentários