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CEO da Hermès acusa Epstein de “predação financeira”

Axel Dumas afirmou que apenas se encontrou com Epstein uma vez, em março de 2013, durante um evento num atelier da Hermès.
12 Fevereiro 2026, 16h18

O CEO da Hermès, Axel Dumas, afirmou esta quinta-feira que resistiu a repetidas tentativas de Jeffrey Epstein para se reunir com ele, descrevendo o financeiro como um “predador financeiro” que o visou durante uma batalha empresarial.

De acordo com a agência noticiosa “Reuters”, documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostram que Epstein enviou múltiplos emails à assistente de Dumas em 2013 e 2014 solicitando reuniões com ele, além de contactar a marca de luxo para pedir que desenhassem o seu jato privado. A Hermès recusou.

“Penso que era um alvo, era um CEO jovem e estávamos no meio do caso LVMH. Ele era um predador financeiro”, disse Dumas, acrescentando: “Ele já tinha uma reputação detestável.”

Dumas disse aos jornalistas que foi abordado pela primeira vez por Epstein em 2013, numa altura de tensões elevadas quando a rival da Hermès, LVMH, tinha acumulado uma participação acionista significativa na empresa. A LVMH sempre negou que estivesse a planear uma aquisição.

Dumas afirmou que apenas se encontrou com Epstein uma vez, em março de 2013, durante um evento num atelier da Hermès. Epstein não constava da lista de participantes, mas juntou-se a um grupo com o realizador de cinema Woody Allen e a sua mulher, acrescentou.

A “Reuters” não conseguiu verificar de forma independente se Allen e a sua mulher estavam num grupo a que Epstein se juntou no evento. Allen e a sua mulher não estavam imediatamente disponíveis para comentar.

“Depois disso, tentou três vezes reunir-se comigo e recusei todas as vezes”, disse Dumas. “Não lhe consigo dizer exatamente o que sabíamos sobre ele ou não, porque não me consigo recordar de há 13 anos atrás, mas ele já tinha uma reputação repugnante.”

Os ficheiros do Departamento de Justiça, incluindo recibos de compras feitas em lojas Hermès em Paris, mostram que Epstein era admirador da marca francesa e tinha enviado um email a perguntar se podia “desenhar o meu avião”.

Num email à sua assistente, Epstein escreve: “Localiza Axel Dumas na sede da hermès em paris”.

Os emails mostram a própria assistente de Dumas a recusar educadamente os convites de Epstein para se reunir com ele em novembro de 2013 e janeiro de 2014, citando um “compromisso anterior” e “uma agenda muito apertada”.

 


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