CGD tem 200 milhões para microfinanciamento garantido a 50% pelo FEI

A CGD lança as duas linhas de crédito que têm como target mínimo um universo de 5.600 empresas, mas o objetivo é trazer muito mais empresas para o universo de clientes da Caixa.

Cristina Bernardo

O Fundo Europeu de Investimento (FEI) e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) assinaram, hoje, dia 29 de maio em Lisboa, um novo acordo no âmbito do programa da Comissão Europeia – COSME. A linha de financiamento às Pequenas e Média Empresas, hoje protocolada, tem garantia do FEI a 50%, os restantes 50% são risco do banco.

No âmbito do programa COSME, a CGD lançou uma nova linha de crédito de 200 milhões de euros, destinada ao microfinanciamento, que terá associados dois produtos: Caixa Invest Social e Caixa Invest Start. O primeiro, segundo explicou o administrador Francisco Cary, é destinado a projectos de auto-emprego e de criação de rendimento adicional  para quem dele precisa, daí que seja um projecto social. É destinado a projectos de investimento unitários de 50 mil euros, e o financiamento da CGD é de até 20 mil euros para cada projeto. O prazo de financiamento aqui são 5 anos.

“É uma solução que a Caixa tem, e que possui uma componente social, já que se destina a pequenos empreendedores que têm normalmente dificuldade de acesso ao crédito”, explicou Francisco Cary.

Para além da Caixa Invest Social – uma linha integrada no Programa de Sustentabilidade da Caixa que procura apoiar os pessoas que em algum momento necessitam de apoio para o desenvolvimento de autonomia financeira pessoal e familiar e que para o efeito pretendem, com responsabilidade e compromisso, desenvolver um projeto pessoal de geração de novo rendimento – o banco tem também outro produto ao abrigo deste protocolo, que se chama Linha Caixa Invest Start.  Trata-se de um produto dirigido à grande maioria das novas empresas a operar no mercado nacional, “cujas condições permitem responder positivamente às necessidades de financiamento dos empreendedores”. O banco liderado por Paulo Macedo explica que em 2018 nasceram mais de 30 mil empresas e que todas essas são potenciais clientes desta linha de crédito garantida a 50% pelo FEI. Cabem aqui todos os empreendedores que lancem start-ups.

Esta linha Caixa Invest Start prevê o financiamento unitário até 150 mil euros por um prazo de 10 anos.

A CGD prevê que o target são 5.600 empresas. Mas esse é o target mínimo, pois este é o número de atuais clientes da CGD com este perfil. A finalidade no entanto é chegar a muitos mais, pois a CGD quer, através desta linha de 200 milhões, captar novos clientes para o banco.

Segundo Paulo Moita de Macedo, Presidente Executivo da Caixa Geral de Depósitos, em comunicado, “o lançamento destes dois produtos permite à Caixa “ser parceira de clientes que ousam iniciar um negócio e aventurar-se no mercado, ajudando-os a concretizar os seus sonhos e oportunidades ”.

O Chief Investment Officer do FEI, Alessandro Tappi, disse, na apresentação deste protocolo, que Portugal está em terceiro lugar dos países que mais recebem do Fundo Europeu de Investimento.

O acordo beneficia do apoio do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE), que é a base do Plano de Investimento para a Europa, conhecido como Plano Juncker.

“Estas transações em Portugal refletem o forte compromisso da Comissão Europeia em cumprir uma das suas principais prioridades políticas: impulsionar o emprego, o crescimento e o investimento em toda a Europa”, diz a CGD.

“A associação da Caixa a este projeto permitirá às novas empresas e empreendedores, não só gerar novos negócios, com a subsequente criação de novos postos de trabalho, mas também promover o desenvolvimento de pequenos negócios já existentes”, acrescenta o banco.

A CGD, segundo Cary, “é um grande banco de PME”.

Ler mais
Recomendadas

Endividamento das empresas agravou 400 milhões de euros em agosto por causa do sector público

Dos 724 mil milhões de euros de dívida registada em agosto, 319,8 mil milhões de euros têm no setor público e 404,2 mil milhões de euros no setor privado, de acordo com uma nota de informação estatística do Banco de Portugal.
BCP

Sonangol não quer sair do BCP

Miguel Maya e Nuno Amado estiveram em Luanda na semana passada reunidos com Gaspar Martins, presidente do conselho de administração da Sonangol. A petrolífera estatal angolana reafirmou o interesse em permanecer como acionista de referência do banco.

PremiumCGD vende filial em Espanha acima do valor de mercado

A Caixa vendeu o Banco Caixa Geral ao Abanca com um múltiplo acima da média do mercado. O Price-to-Book Value inerente à transação foi de 0,74x acima da média na Ibéria que é de 0,57x.
Comentários