O presidente do Chega, André Ventura, anunciou que o partido vai avançar com o voto contra o Programa de Estabilidade que será discutido na Assembleia da República esta quarta-feira.
“É um programa de estabilidade que procura reduzir divida pública, garantir contas saudáveis do Estado, mas falha no dever fundamental de ir ao encontro das dificuldades que os portugueses estão a sentir ao dia de hoje”, disse o líder do Chega em declarações aos jornalistas.
Na perspectiva do líder do Chega, “este programa de estabilidade e crescimento é um programa que podia ser apresentado em qualquer contexto e em qualquer altura”..
“Era um programa que teria até os seus méritos num contexto normal e de normalidade política e económica, mas quando as pessoas sentem o maior drama de inflação, provavelmente das suas vidas, a dificuldade de comprar bens alimentares, quando as empresas tem dificuldade em fazer investimento e a taxa de desemprego aumenta, precisávamos de um programa de estabilidade que respondesse a três grandes desafios: os salários baixos permitindo que a crise de rendimentos que estamos a viver não se agudizasse, a devolução de dinheiro às famílias e às empresas e a redução da carga fiscal continua em níveis historicamente elevados”, destacou.
No documento em questão, o executivo de António Costa prevê uma revisão em alta da previsão de crescimento da economia portuguesa deste ano, para 1,8% (face aos 1,3% previstos em outubro), da taxa de inflação, para 5,1% e revê em baixa o défice orçamental, prevendo que se situe em 0,4% este ano.
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