China promete medidas para diminuir impacto do coronavírus e Wall Street sorri

Na abertura da sessão, o S&P 500 sobe 0,31%, para 3.380,90 pontos, o tecnológico Nasdaq valoriza 0,65%, para 9.795,01 pontos, e o industrial Dow Jones cresce 0,28%, para 29.312,83 pontos.

Reuters

A Bolsa de Nova Iorque terminou a sessão desta quarta-feira em terreno positivo com as notícias de que a China vai tomar mais medidas para sustentar a sua economia, diminuindo assim as preocupações com o impacto económico da epidemia do coronavírus.

No fecho da sessão, o S&P 500 sobe 0,55%, para 3,387.62 pontos, o tecnológico Nasdaq valoriza 0,99%, para 9,731.00 pontos, e o industrial Dow Jones cresce 0,44%, para 29,339.5 pontos.

As recentes medidas de estímulo da China, a confiança na economia dos EUA e a esperança de que os danos do surto durem pouco ajudaram os principais índices de Wall Street a alcançar novos máximos na semana passada.

O número de novos casos de coronavírus desceu pelo segundo dia consecutivo na China, embora as autoridades globais de saúde tenham alertado que ainda é muito cedo para prever como a epidemia se vai desenrolar, olhando com algum ceticismo para os dados oficiais.

A China deverá reduzir a sua taxa básica de juros na quinta-feira, depois de várias medidas fiscais e financeiras, enquanto tenta limitar os danos causados ​​pelas paralisações de empresas e restrições de viagens na segunda maior economia do mundo.

As ações dos EUA caíram na terça-feira depois de um aviso da Apple, de que não será capaz de cumprir as suas metas de vendas no trimestre atual. No entanto, muitos analistas viram a atualização desta previsão da fabricante de iPhone como um problema de curto prazo.

Agora, os participantes do mercado aguardam a ata da última reunião de política da Reserva Federal dos EUA, onde o banco central apontou para um crescimento moderado contínuo da economia doméstica e de que está atenta aos riscos do surto do coronavírus.

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