Lloyd´s e Santander Brasil nos ‘rankings’ da Fortune de empresas sustentáveis de 2019

O Lloyds Banking Group, que tem à frente António Horta Osório, entrou para dois rankings da revista norte-americana: Fortune Change the World list 2019 e Fortune Change the World Sustainability All Star List. No primeiro está em 31º lugar e no segundo em 3º. O Santander Brasil figura no Top10 dos dois.

O Lloyds Banking Group, que tem à frente António Horta Osório,  entrou para dois rankings da revista norte-americana Fortune: Fortune Change the World list 2019 e “Fortune Change the World Sustainability All Star List”.

O grupo ficou em na 31ª posição na lista global, que inclui 52 organizações internacionais, e obteve ainda o 3º lugar no ranking da sustentabilidade (“Sustainability All Stars” deste ano). Em causa está a redução de 39% do total de energia consumida – em grande parte pela redução de energia consumida em business travel, entre 2008 e 2009. Além disso, a publicação de negócios reconheceu o anúncio do grupo de que vai deixar de financiar ou prestar serviço a projetos industriais de energia que sejam fortemente poluentes.

Na “Fortune Change the World Sustainability All Star List”, o top 10 é ocupado pelas: Philips NV, multinacional holandesa, por ser cada vez mais focada em produtos de saúde, e líder há anos em financiamento ecológico e relatórios ambientais. Recentemente, a empresa avançou na redução do seu próprio uso de energia – e pretende ser neutra em carbono em 2020 e dependente da energia eólica nos EUA e na Holanda para impulsionar suas operações. A Philips tornou-se uma defensora e praticante da “economia circular”, pressionando para reduzir seus desperdícios a zero.

Em segundo lugar surge a IBM, que tem gradualmente evoluído para energia verde; em 2018, a gigante de tecnologia obteve 37,9% de sua energia a partir de fontes renováveis.

Em terceiro lugar surge o Lloyd’s Banking Group, que emprega 70.000 funcionários, por reduzir o seu consumo total de energia em 39% entre 2009 e 2018, em parte reduzindo drasticamente a energia consumida em viagens de negócios. O banco também afirmou que deixará de financiar ou atender os projetos do setor de energia mais poluentes, incluindo novas centrais a carvão e projetos relacionados à extração ou produção de petróleo das areias petrolíferas.

Em quarto surge a Intel. A fabrica de semicondutores vive do consumo intensivo de água, e empresa com sede na Califórnia (propensa à seca) fez da conservação da água um pilar central de sua cidadania corporativa. A empresa afirma que, em 2017, recuperou 80% da água que usou para as comunidades locais e bacias hidrográficas, seja tratando e devolvendo-a ao seu estado de pré-utilização, ou contribuindo para projetos de abastecimento e conservação que compensam a água utilizada.

A Walmart, usou a sua influência como a maior empresa do mundo para se tornar líder em práticas sustentáveis. A gigante do retalho dos EUA reduziu drasticamente seus próprios resíduos no ano fiscal de 2019.

A Apple também figura no top 10 (em sexto lugar). A Apple anunciou em 2017 a meta de fabricar todos os seus produtos a partir de material reciclado ou renovável – e, eventualmente, apenas a partir desse material. Em abril, abriu seu Laboratório de Recuperação de Materiais em Austin, Texas. Entre suas inovações está um sistema de reciclagem robótico chamado Daisy, que pode desmontar até 200 iPhones por hora e separá-los em suas partes componentes para eventual reutilização.

Em sétimo lugar surge o Santander Brasil. A desflorestação é um tema caro ao Brasil e a filial do banco espanhol recebeu aplausos por financiar uma série de projetos florestais sustentáveis. É também um investidor substancial em projetos destinados a reduzir o impacto ambiental da agricultura e pecuária e um dos principais financiadores de parques eólicos, centrais térmicas solares e outros projetos de energia renovável.

Em oitavo surge a Prudential Financial. A gigante de serviços financeiros de Newark (New Jersey) tem se comprometido com investimentos ambientalmente sustentáveis.

A Accenture também figura na lista. A consultora obteve grandes sucessos na redução da sua pegada ambiental: a empresa diz que a produção de carbono por empregado caiu 52% desde 2007.

Por fim a Salesforce por causa de ter desenvolvido um novo aplicativo que permite que os clientes da força de vendas meçam e analisem as emissões de carbono de uma ampla gama de elementos, incluindo o equipamento dos seus data centers e as viagens de negócios dos seus funcionários.

“As mudanças climáticas e a poluição são desafios para as comunidades em todo o mundo – e, consequentemente, os esforços corporativos para combater esses problemas sempre foram uma marca da lista Change the World. De fato, das 52 empresas escolhidas pelos editores e escritores da Fortune para a lista de 2019, 18 foram reconhecidas principalmente por seu impacto em questões ambientais e climáticas”, revela a revista.

Nesta lista o Lloyd´s ficou em 31º lugar. O top 10 é composto pelas: Qualcomm; Mastercard; BYD (Boost Your Digital); TE Connectivity; Walmart; Santander Brasil; Centene; Bank of America; Schneider Electric e TerraCycle.

A edição americana da “Fortune” foi publicada anteontem e a europeia deverá sair no dia 26 de agosto.

Ler mais
Recomendadas

BCP emite 450 milhões de dívida subordinada e paga 3,871%

A emissão, no montante de 450 milhões de euros, terá um prazo de 10,5 anos, com opção de reembolso antecipado pelo Millennium BCP no final de 5,5 anos, e uma taxa de juro de 3,871%, ao ano, durante os primeiros 5,5 anos.

Montepio com quebra de 77,2% nos resultados semestrais para 3,6 milhões

A justificar a queda dos resultados está a margem financeira que deslizou 11% para 120 milhões de euros. Já as comissões mantiveram-se em 57 milhões de euros. Com isto o produto bancário fixou-se em 182,2 milhões, menos 9% do que em junho de 2018.

PremiumBanco de Portugal exige fim do impasse na escolha do CEO do Montepio

Regulador enviou carta à Associação Mutualista Montepio Geral e ao Banco Montepio a pedir que fossem encontradas soluções de estabilidade governativa do banco, entre as quais, a questão da CEO do banco.
Comentários