Cimeira do G7 com a pandemia no topo da agenda

O Reino Unido quer o empenhamento de todos na vacinação do planeta. Nova taxa sobre lucros das grandes empresas também estará no centro das atenções, assim como o relançamento da economia.

A cimeira do G7, que decorre entre sexta-feira e domingo, juntando presencialmente pela primeira vez em dois anos dirigentes dos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e da União Europeia, tem na agenda como tópicos principais a luta contra a pandemia e a nova taxa sobre os lucros das grandes empresas multinacionais.

Sob a presidência rotativa do Reino Unido, para esta edição foram convidados o Secretário-geral da ONU, António Guterres, e os líderes da Austrália, África do Sul, Coreia do Sul e Índia, mas este último vai intervir por videoconferência.

Mas os temas não se esgotam aqui e as questões sobre o comércio internacional – nomeadamente no que tem a ver com a China – e o novo paradigma do desenvolvimento, que se pretende de maior proximidade e apostando na reindustrialização do ocidente não deixarão de estar em cima da mesa.

De qualquer modo, no que tem a ver com a pandemia, os analistas estão curiosos para saber o que dirá Joe Biden sobre a matéria, depois de ter afirmado que era favorável à libertação das patentes para poder ‘inundar’ o mundo com vacinas, mas acabou por dar uns passos atrás quando percebeu que a medida não recolheu o apoio que esperava, desde logo da União Europeia.

Entretanto, o Reino Unido vai doar 100 milhões de vacinas anti-Covid-19 excedentes, das quais 25 milhões até ao final de 2021, vai anunciar o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, na sexta-feira para coincidir com a abertura da cimeira do G7, segundo adianta a agência Lusa.

A novidade chega no dia em que a Casa Branca confirmou que os Estados Unidos vão comprar 500 milhões de doses da vacina Pfizer para serem distribuídas por 92 países desfavorecidos, 200 milhões das quais até ao final do ano e as restantes na primeira metade de 2022.

Na semana passada, Johnson pediu a outros líderes do G7 que ajudassem a vacinar o mundo inteiro até ao final de 2022, esperando que na cimeira sejam feitos compromissos de fornecer pelo menos mil milhões de doses, seja por donativos de excedentes ou financiamento.

O Reino Unido planeia entregar o primeiro lote de cinco milhões de doses antes do final de setembro, quando se espera que toda a população adulta britânica já esteja imunizada e potencialmente tenha começado a vacinação a crianças.

A cimeira de líderes do G7, que vai decorrer na Cornualha, sudoeste de Inglaterra, vai discutir formas de aumentar a capacidade de produção e distribuição de vacinas mundialmente em colaboração com as farmacêuticas.

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