‘Coletes amarelos’ novamente nas ruas de Paris

As manifestações foram convocadas como um “ultimato” a Macron, dias antes de o presidente anunciar novas medidas económicas e sociais.

Nem o anúncio iminente de medidas como uma redução de impostos, nem o momento de unidade nacional que se vive depois do incêndio de Notre-Dame e nem mesmo a Páscoa fizeram desistir os ‘coletes amarelos’ de voltarem às ruas de Paris e de outras grandes cidades de França

Cerca de 60 mil policiais foram mobilizados em várias cidades francesas este sábado, para fazer frente a milhares de ‘coletes amarelos’ que voltaram a concentrar-se nas ruas desde as primeiras horas da manhã, apesar da proibição das manifestações em pontos-chave de Paris.

Embora o número de manifestantes tenha diminuído nas últimas semanas – 31 mil no último sábado em todo o país, cinco mil – as autoridades temem uma nova onda de violência, dias antes do esperado anúncio de Macron de novas medidas económicas, que já deviam ser conhecidas, mas ficaram suspensas depois do incêndio. Quinta-feira é a data esperada.

De acordo com a France Presse, já esta tarde os órgãos de segurança pública realizaram mais de 14 mil controlos preventivos e, só em Paris, 137 pessoas foram presas e 70 foram colocadas sob custódia policial. O principal temor das autoridades é o regresso da violência como a que ocorreu em 16 de março, quando militantes radicais se juntaram aos coletes amarelos e provocaram saques e violência generalizada nas ruas de Paris.

Apesar de Macron se preparar para anunciar medidas que são em parte tidas como uma resposta às reivindicações dos ‘coletes amarelos’, o certo é que isso não foi suficiente para levar o grupo a parar as iniciativas de rua – que o governo considera serem não só ilegais, mas capazes de implicar negativamente na economia.

Pior ainda, diz o governo, a persistência da violência nas ruas pode chocar com as iniciativas do governo de Macron de chamar a França o investimento direto estrangeiro – que é um dos principais capítulos do relançamento da economia gaulesa, perigosamente próxima de um crescimento paupérrimo.

Alguns analistas previam que os ‘coletes amarelos’ fossem sensíveis à onda de unidade nacional que se manifestou depois do incêndio desta semana, mas a verdade é que não foi isso que aconteceu.

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