Compras ‘online’ com cartão só com autenticação forte a partir de 31 de dezembro

Com a autenticação forte, o consumidor passará a ter de introduzir dois elementos de identificação, reforçando assim a segurança da transação.

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A partir do dia 31 de dezembro de 2020, as compras que fizer através da internet terão obrigatoriamente de ser feitas através de um processo chamado de autenticação forte.

O objetivo da autenticação forte é reforçar a segurança nos pagamentos online. Mas, afinal, de que se trata?

O Banco de Portugal e a Associação Portuguesa de Bancos explicam de forma muito simples. No fundo, é um procedimento realizado pelo banco (ou prestador de serviços de pagamento) que visa validar a identificação e a legitimidade de quem faz o pagamento através da internet.

Com a autenticação forte, o consumidor passará a ter de introduzir dois elementos de identificação, reforçando assim a segurança da transação. Assim, quando efetuar uma compra online, além da palavra-passe, terá de escrever um código que receberá por SMS para o seu telemóvel ou terá de introduzir um elemento biométrico, como por exemplo, a impressão digital.

A autenticação forte será ainda obrigatória para aceder ao homebanking ou para fazer outras operações, como por exemplo, transferências bancárias.

Há bancos que já exigem a autenticação forte para estas operações. Isto porque, em setembro de 2019, este procedimento passou a entrar em vigor em Portugal, ainda que não fosse obrigatório para todas as operações financeiras online.

A partir de 31 de dezembro deste ano, segundo o Banco de Portugal, “os bancos e demais prestadores de serviços de pagamento na União Europeia, estão obrigados a proceder à “autenticação forte” dos seus clientes quando estes acederem online à sua conta; quando iniciarem um pagamento eletrónico; ou quando realizarem uma ação que possa envolver risco de fraude ou outros abusos”.

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