Compromisso Pagamento Pontual cresceu 20% e conta com mais 400 empresas

O Compromisso Pagamento Pontual tem 1.507 empresas que possuem mais de 100 mil colaboradores, 30 setores de atividade, faturação desde os 50 mil euros aos 50 milhões de euros por ano, 32% são PME Líder e 12% PME Excelência.

O Compromisso Pagamento Pontual (CPP) integrou 1.507 empresas, no final de 2020, mais 418 empresas, um crescimento de 20% em comparação com o período homólogo. Em 2020 saíram 158 empresas do CPP por terem encerrado atividade ou não terem cumprido com os prazos de pagamento.

As 1.507 empresas que aderiram ao Compromisso Pagamento Pontual  possuem mais de 100 mil colaboradores, 30 setores de atividade, Faturação desde os 50 mil euros aos 50 milhões de euros por ano,  32% são PME Líder e 12% PME Excelência.

A organização sublinha que estas novas adesões ao CPP representam “uma crescente preocupação destas empresas atuarem e manterem uma economia competitiva e concorrencial, beneficiando com isso o tecido económico”, apesar da situação económica que foi provocada pela pandemia.

“Este crescimento personifica igualmente uma maior consciência dos empresários portugueses relativamente à importância de pagar a tempo e horas a todos os fornecedores, que face á realidade do tecido empresarial nacional é um elemento fundamental na vida das empresas para manter as suas tesourarias saudáveis”, sublinha o CPP

“Para superar este desafio, a par das medidas políticas e apoios definidos pelo governo, que consideramos e essenciais, é fundamental que o Estado, as Administrações Centrais e Locais, pelo volume de pagamentos e os fornecedores que deles dependem, respeitem o clausurado do CPP e façam os seus pagamentos a horas”, diz a organização.

No entender da CPP a sobrevivência de muitas empresas depende dessa decisão, “que mais não é do que honrar o compromisso de pagar um serviço já prestado ou uma mercadoria entregue”.

A CPP alerta que os “atrasos dos pagamentos contribuem, por vezes de forma irremediável, para situações de falta de liquidez muitas vezes fundamentais” para manter as empresas no mercado, pagar aos seus colaboradores, estar em dia com todas as contribuições sociais e os respetivos impostos etc”, acrescentando que uma economia “onde apenas 16% das organizações pagam no prazo acordado é uma Economia “gravemente doente”, é uma economia que cria desconfiança entre os agentes económicos, dificulta a decisão de investimento e obriga cada empresa a fazer um esforço suplementar para atingir níveis elevados de produtividade”.

O CPP diz que não é aceitável ter conivência “com esta cultura de atrasos de pagamentos e de empobrecimento da nossa economia”, reforçando que “é essencial substituir o ciclo vicioso de pagamentos existente, por um ciclo virtuoso, que traga liquidez às empresas, ajude a ultrapassar a crise e demonstre que o pagamento no prazo acordado não é indiferente”.

O CPP reforça a coragem do compromisso assumido pelas 1.517 organizações de pagamento pontual a fornecedores, o qual considera um excelente sinal para o bem de toda a economia portuguesa e um elemento decisivo para o sucesso de cada empresa.

Recomendadas

Comissão Europeia já concluiu avaliação do PRR português

O colégio de comissários europeus concluiu esta terça-feira a avaliação do Plano de Recuperação e Resiliência português, a par do plano espanhol, grego, dinamarquês e do Luxemburgo. A aprovação do PRR pela Comissão Europeia será marcada pela visita da presidente da instituição, Ursula von der Leyen, a Lisboa para entregar pessoalmente ao primeiro-ministro, António Costa, o resultado da análise feita pelo executivo comunitário.

“A emissão de dívida europeia é rampa de lançamento para a recuperação económica”, defende João Leão

A União Europeia fez hoje uma emissão de Obrigações NGEU (Next Generation EU) com data de vencimento em julho 2031. A emissão de 20 mil milhões de euros foi colocada com um spread das taxas mid swap a 10 anos subtraída de 2 pontos base. O objetivo da Comissão Europeia para este ano é de financiar-se em 80 mil milhões.

Ministério de Pedro Nuno Santos está “indignado” com vídeo de responsáveis de recursos humanos da TAP

A TAP comunicou a 31 de maio que reduziu de 2.000 para 206 o número de trabalhadores que ainda têm de sair da empresa. A próxima ronda de rescisões voluntárias vai assim ficar-se nestes 206 trabalhadores. Se não aceitarem, a companhia aérea avança para o processo de despedimento coletivo em julho.
Comentários