Piscina e qualidade da vista entre as prioridades para compradores no mercado imobiliário nacional

O aumento do tempo passado numa segunda habitação é uma das principais mudanças trazidas pela Covid-19 e pelo teletrabalho, que alteraram significativamente a forma como as pessoas se relacionam com as suas casas.

O acesso a uma ligação de internet de alta velocidade, a qualidade da vista e a localização de um imóvel são as principais características valorizadas pelos compradores em Portugal, aponta um estudo da Savills sobre as tendências de compra de casa em vários mercados imobiliários europeus.

O relatório da consultora imobiliária de luxo identifica alterações nas preferências por habitação fruto da pandemia, havendo agora uma maior ponderação na importância dada ao espaço disponível em cada imóvel e à conetividade, dada a probabilidade de se manter o teletrabalho em regime parcial, bem como a questões ambientais.

A Savills destaca os 74% de inquiridos no estudo que abrangeu, além do mercado nacional, o francês, espanhol e italiano que esperam trabalhar a partir de casa pelo menos um dia por semana após a pandemia. Além disso, 24% reconhecem que o teletrabalho havia influenciado a sua decisão de compra, sublinhando o impacto do novo paradigma de trabalho.

A este junta-se a importância crescente dada pelos compradores à eficiência energética, com 87% dos inquiridos que procuram um novo imóvel a apontarem para esta característica como importante na avaliação que fazem de cada habitação.

Em termos nacionais, a eficiência energética é considerada importante para 77% dos compradores, uma percentagem semelhante a, por exemplo, a existência de uma piscina, uma característica que tem vindo a ganhar relevância no mercado nacional.

Ainda assim, a proximidade a uma praia continua a ser preferencial, reunindo 86% das preferências dos inquiridos, bem como os serviços envolventes, que são apontados como importantes por 85% dos compradores.

Importa ainda notar que o estudo aponta ainda para uma amostra de compradores em que 15% dispunha de um orçamento superior a 3 milhões de euros.

O relatório da Savills reforça ainda a importância das segundas habitações nos mercados europeus, outra consequência da generalização do teletrabalho. O estudo aponta para 23% dos inquiridos a indicarem uma expectativa de virem a passar entre 9 a 12 semanas por ano na sua segunda residência, sendo que 26% dos inquiridos em Portugal reportam terem começado a passar mais tempo nestes imóveis como resultado da pandemia, com apenas 5% a indicarem o contrário.

Este fenómeno influencia igualmente a preponderância do meio rural enquanto mercado habitacional, com 80% dos inquiridos a nível geral a buscar uma segunda habitação no campo. No caso do imóvel principal, este valor é de 58%.

Em Portugal, a procura por uma segunda casa é fortemente impulsionada pelo mercado britânico, responsável por 47% por compradores. Os portugueses surgem na segunda posição empatados com os irlandeses, representando cada um 15% dos compradores no mercado nacional.

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