“Confinamento tem de ser exceção”. PCP mantém voto contra estado de emergência

Após ter estado reunido com o Presidente da República, o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, reiterou que o confinamento deve ser uma “medida excecional” e não “uma solução com uma abrangência maior” e voltou a alertar para a necessidade de se reforçar os apoios económicos e sociais.

António Pedro Santos/Lusa

O Partido Comunista Português (PCP) vai manter o voto contra o estado de emergência, cuja renovação vai ser discutida e votada esta quinta-feira. O anúncio foi feito esta terça-feira pelo secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, que reiterou que o confinamento deve ser uma “medida excecional” e não “uma solução com uma abrangência maior” e voltou a pedir o reforço dos apoios económicos e sociais.

“A ideia que temos é que o confinamento, sendo uma medida excecional, tem de ser de exceção e não pode ser uma solução com uma abrangência maior”, referiu Jerónimo de Sousa, à saída de uma reunião (por viodeoconferência) com o Presidente da República sobre a renovação do estado de emergência, que termina a 1 de março.

Para o secretário-geral do PCP, há uma “necessidade de dar combate à pandemia mas simultaneamente criar condições e tomar medidas atempadas” para que o país possa responder aos problemas que estão colocados, sobretudo no plano económico e social. Jerónimo de Sousa sublinhou que esse equilíbrio entre o combate à pandemia e a resposta aos problemas económicos e sociais é “necessária e urgente”.

O PCP apresentou ainda ao Presidente da República cinco questões, que considera “fundamentais” nesta fase: o alargamento massivo dos testes, um bom ritmo de vacinação “sem turbulências”, a reabertura das escolas, o reforço dos apoios para empresas muitas delas à beira da falência e a valorização dos profissionais de saúde pelo “empenhamento e esforço tirânico que têm feito neste período” devido à Covid-19.

Questionado sobre se a reabertura faseada das escolas deve acontecer já em março, Jerónimo de Sousa lembrou que o PCP defendeu desde o início que o encerramento das escolas “não deveria prolongar-se no tempo” e afirmou que “hoje está provado que as escolas não são um foco de surtos epidémicos”. “É preciso criar condições para uma abertura faseada e urgente para que não se perca mais um período”, defendeu.

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