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Congresso de Gestão e Empreendedorismo é “uma mais valia para os profissionais de saúde”

Ao Jornal Económico (JE), Ana Gonçalves, fundadora da Academia Negócios de Saúde, entidade que organiza o evento, afirmou que “este é um evento muito inovador, que vem trabalhar uma lacuna que existe na formação académica dos profissionais de saúde”.
4 Abril 2025, 16h46

O lll Congresso de Gestão e Empreendedorismo para Profissionais de Saúde iniciou-se esta sexta-feira e decorre até sábado, dia 5 de abril. Com o objetivo de instruir os profissionais de saúde que queiram investir na sua própria marca ou investir num percurso a solo, com a abertura da sua clínica, Ana Gonçalves revela que o evento é “uma mais valia não só para profissionais de saúde, como no fim do dia para o cliente”..

Ao Jornal Económico (JE), Ana Gonçalves, fundadora da Academia Negócios de Saúde, entidade que organiza o evento, afirmou que “este é um evento muito inovador, que vem trabalhar uma lacuna que existe na formação académica dos profissionais de saúde”. Na opinião da CEO o mundo mudou, pelo que “as nossas competências que antigamente, enquanto profissionais de saúde bastavam, agora com a mudança do mundo, do comportamento do próprio cliente, temos de desenvolver novas competências, como a gestão da nossa carreira, quer tenhamos um negócio ou não”.

“Os estudos dizem que no futuro todos seremos profissionais de saúde empreendedores”, referiu.

O evento iniciou-se em 2020, durante a pandemia, em formato online e contou com 300 participantes. Já o segundo congresso, realizado em 2023, já foi presencial, em Torres Vedra, e contou com 600 participantes. O deste ano vai-se realizar em Santarém e vai contar com 1200 participantes.

“O feedback que nos dão é que o conteúdo é muito prático”, afirmou a CEO, “aqui são tudo palestrantes com muita prática, e que se destacam no mercado da saúde. Vêm aqui dizer o que funcionou e o que não funcionou”.

“O congresso tem muita informalidade e é inspirador, traz ferramentas práticas”, declarou.

Apesar de ainda só ir no terceiro ano, o evento já conta com casos de sucesso, como é o exemplo da médica de oftalmologia, Sandra Prazeres, que marcou presença na planteia do primeiro congresso, e “este ano é uma das oradoras convidadas”.

Este evento proporciona dois dias na presença das “maiores referências dos profissionais de saúde que se têm destacado”, permitindo “uma mudança de mindset, troca de sinergias e networking”.

A evolução dos médicos para uma clínica própria ou para a gestão da própria marca tem sido uma tendência cada vez maior. “O mercado privado está a crescer”, refere Ana Gonçalves, afirmando que “há aqui um tipo de pessoas que quer um atendimento mais individualizado e que está recetivo”.

Contudo, a entrada dos médicos para este mercado nem sempre é fácil, uma vez que se deparam com alguma resistência de mentalidades e têm vergonha, principalmente quando apostam nas redes sociais para trabalhar a própria marca. “Eu agora sou profissional de saúde e vou para o digital? Parece que estamos a descredibilizar, porque isso é o que nos incutem muita na nossa formação académica”, sublinhou.

A falta de conhecimento sobre gestão é um dos maiores desafios para estes profissionais, quando abrem a sua clínica. “Sou apaixonado pela minha profissão, e agora vou abrir a minha clínica e der repente tenho outras funções, tenho de decidir quanto é que vou cobrar por consulta, tenho de contratar pessoal, tenho de pagar impostos, como é que eu vou rentabilizá-la? E aqui percebo que se calhar vou precisar de algumas competências de gestão, porque já não basta eu ser um bom profissional de saúde”.

Para combater esta falta de conhecimento, Ana Gonçalves criou a Academia Negócios de Saúde, para que os profissionais aprendessem mais sobre gestão, mas de uma forma prática e direcionado para eles. “Nós não queremos o conhecimento teórico, o que eu quero é o que a teoria dá na prática, o que é que já foi testado e o que é que funciona”.

O ter este conhecimento, na gestão e no empreendedorismo, influencia o sucesso destes profissionais, uma vez que estes conseguem “atrair clientes, ter uma equipa coesa e sólida, e conseguem ter as três liberdades que eu considero essenciais a liberdade de escolha, liberdade de tempo e liberdade financeira”.

Segundo a CEO a Academia, nascida em 2020, já tem um volume de negócios de cerca de um milhões de euros, tendo já contado com mais de dois mil profissionais de saúde que fizeram os seus cursos.

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