Conselho de Ministros prepara-se para devolver ‘antigo normal’ aos portugueses esta quinta-feira (com áudio)

A próxima e última fase de desconfinamento prevê que restaurantes, cafés e pastelarias deixem de ter limite máximo de pessoas por grupo, quer no interior quer em esplanadas; estabelecimentos e equipamentos deixam também de ter limites de lotação, tal como os espetáculos culturais e eventos como casamentos e batizados. Mas regras só deverão entrar em vigor a 1 de outubro.

Após sucessivos estados de emergência e medidas restritivas, setembro de 2021 é o mês de alívio generalizado.

Depois da reunião dos especialistas no Infarmed, na semana passada, onde os peritos  manifestaram confiança no controlo da pandemia de Covid-19, tudo indica que Governo irá anunciar esta quinta-feira um conjunto de medidas como o recuo das máscaras obrigatórias, fim dos espaços com lotação limitada ou certificados obrigatórios.

De acordo com o relatório de vacinação da Direção-Geral de Saúde, Portugal está atualmente a dois pontos percentuais de avançar para a próxima fase de desconfinamento. No final de julho, António Costa tinha anunciado que esta última fase só chegaria quando 85% da população estivesse totalmente vacinada, porém os dados da DGS apontam indicam que 8.546.688 já completaram a vacinação — ou seja, 83% da população. Ainda assim, esse avanço deverá acontecer uma vez que, e de acordo com o “Observador“, o levantamento das medidas só entrarão em vigor a 1 de outubro, o que dará tempo à task force de atingir a meta estipulada.

“Há condições sanitárias para avançarmos com confiança para a nova fase prevista desde julho no plano do Governo, mas não queremos qualquer acusação de eleitoralismo”, declarou à agência Lusa um membro do executivo, depois de questionado sobre a razão de as medidas de alívio a aprovar em Conselho de Ministros não entrarem em vigor já às 00h00 de sábado, mas apenas em 01 de outubro.

Na véspera do Conselho de Ministros que deverá introduzir um dos maiores alívios de restrições dos últimos meses, a ideia no executivo é falar-se em “momento de viragem”, ou “momento de confiança”, mas evitar-se a importação de “slogans” britânicos como “Dia da libertação”.

“Estamos em vias de um momento de viragem, não porque a Covid-19 desapareça, mas porque graças à vacinação pode considerar-se a pandemia controlada”, declarou António Costa, na qualidade de secretário-geral do PS, em Valongo, no distrito do Porto, numa alusão às medidas que serão aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

A próxima e última fase prevê que restaurantes, cafés e pastelarias deixem de ter limite máximo de pessoas por grupo, quer no interior quer em esplanadas; estabelecimentos e equipamentos deixam também de ter limites de lotação, tal como os espetáculos culturais e eventos como casamentos e batizados.

Os bares e discotecas podem retomar a atividade habitual mediante apresentação de certificado digital Covid-19 ou de um teste com resultado negativo (atualmente os bares e as discotecas podem funcionar mas com as regras dos restaurantes).

Assim, a três dias das eleições autárquicas, que estão marcadas para dia 26, o Governo poderá devolver o “antigo normal” aos portugueses, transferindo o combate à pandemia para a esfera da responsabilidade individual.

O fim das restrições acontecerá a nível nacional uma vez que todo o país caminha no sentido verde da matriz de risco, ainda que a região do Algarve seja a que está mais atrasada no processo de vacinação: com 80% da sua população com uma dose da vacina e 76% com as duas.

Ainda assim, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador da task force para o plano de vacinação, estima que se atinja os 85% da vacinação já no final de setembro. Para que tal seja possível, faltam vacinar ainda, em território nacional cerca de 400 mil pessoas, afirmou o responsável, na passada quinta-feira durante a reunião do Infarmed, detalhando: “Destas, 150 mil são recuperadas ainda não elegíveis para a vacinação“, explica.

 

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