Consequências do coronavírus “podem ser terríveis”, alerta XTB

A corretora XTB analisou os principais riscos referentes ao surto de coronavírus na China e aconselha os investidores a estarem atentos ao número interrupções na produção e conclui que as consequências podem ser terríveis para os parceiros comerciais da China.

Os investidores devem estar atentos ao número de infeções e interrupções na produção para se perceber qual o impacto económico do coronavírus, aconselha a corretora XTB. A XTB realça que “a primeira suposição é a de que a expansão do vírus para fora da China será limitada, isto é, que este efeito de estagnação económica não contagiará outras economias”. “Se essa suposição falhar”, realça em comunicado André Pires, analista da XTB, “as consequências podem ser terríveis”.

Para a XTB, as falhas de produção são muito perigosas para a economia chinesa, mas também para os parceiros comerciais. “A Hyundai coreana já anunciou uma paralisação devido à escassez de peças. A economia coreana, embora não seja grande, desempenha um papel importante na cadeia de valor agregado da Ásia. A província de Hubei enfrenta já uma paralisação que durará até 14 de fevereiro, enquanto outras províncias devem retornar ao trabalho em 9 de fevereiro. O aumento de interrupções como estas teria um impacto económico apreciável, e os investidores devem acompanhar essas informações de perto”, aponta André Pires.

A XTB recorda o encerramento temporário de multinacionais como Apple, General Motors, Ikea, Starbucks, McDonald’s ou Toyota sendo que 18 siderúrgicas chinesas de quatro províncias importantes decidiram reduzir a produção em 30%. Os centros de jogo de Macau foram convidados a fechar por pelo menos duas semanas e muitas universidades vão adiar o início do semestre até, pelo menos, março. Os centros comerciais japoneses registaram uma quebra nas vendas anuais de 5 a 15% durante o Ano Novo Lunar”. “Talvez as mais impressionantes sejam as estatísticas de viagens de Ano Novo Lunar”, conclui o analista da XTB, publicadas pelo Ministério dos Transportes. As estimativas iniciais reduziram o transporte ferroviário em cerca de 40%, mas, durante todo o período de férias de 10 dias, chegaram a uma redução anual de 67%. Já o transporte aéreo caiu em 57%.

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