Construção continua a crescer no segundo trimestre, apesar de quebra nas obras públicas

“Só a evolução dos dados relacionados com o mercado das obras públicas, e apurados com base na informação disponibilizada no PortalBase, é menos animadora”, refere a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas

O sector da construção e obras públicas continuou a mostrar dinamismo, no segundo trimestre do ano, especialmente devido à construção de habitação, e apesar do decréscimo do valor das obras públicas licenciadas, informa a Fepicop – Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas.

Na síntese de conjuntura relativa a agosto, divulgada esta terça-feira, a Fepicop aponta que o desempenho do sector da construção se manteve “positivo”, no segundo trimestre do ano, “com a evolução dos diversos indicadores associados à sua atividade a revelar-se favorável”, quando a economia terá crescido 2,3%, em termos homólogos.

O emprego no sector subiu 3,9% no segundo trimestre, face a igual período de 2016 e nota-se uma aceleração do crescimento homólogo do consumo de cimento, de 2,9% em maio, para 4,7% em julho.

A Fepicop indica que “o número de fogos habitacionais licenciados cresceu, em termos homólogos, 36% durante os primeiros seis meses do ano, a par de um aumento de 33% na respetiva área de construção licenciada”.

Paralelamente, “no que concerne à construção não residencial privada, o crescimento da respetiva área licenciada foi de 6% até junho, com aumentos mais expressivos nas áreas destinadas ao comércio (+48%) e à indústria (+16%)”.

Nota, no entanto, que, em contrapartida, “as áreas de edifícios destinados a turismo e a transportes decaíram de forma acentuada”, com a primeira a cair 51% e a segundo 82%, no período em análise.

“Só a evolução dos dados relacionados com o mercado das obras públicas, e apurados com base na informação disponibilizada no PortalBase, é menos animadora, já que no que concerne ao lançamento de obras regista-se uma quebra no valor lançado a concurso (-7% face ao primeiro semestre de 2017)”, refere a associação. “Em contrapartida, relativamente aos contratos celebrados, a dinâmica é positiva, com o montante total dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados a crescer 12% em termos homólogos, até junho”, acrescenta.

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