Construção deverá crescer 2,7% na Europa em 2018. Portugal acima da média

As previsões do Euroconstruct dão conta de que os países da Europa Ocidental terão um crescimento anual de 1,7% no triénio 2018-2020 e colocam Portugal e Irlanda acima da média europeia, com 7,1%.

Cristina Bernardo

O setor da construção crescerá 2,7% na Europa ainda em 2018, de acordo com as previsões de junho da principal rede de estimativas deste mercado, a Euroconstruct. As conjeturas de verão desta plataforma dão conta de que, no triénio 2018-2020, o crescimento neste setor vai ser mais rápido em apenas quatro países europeus dos 19 analisados: Portugal, Irlanda e Polónia (com uma subida média anual de 7,1%) e Hungria (12%).

Os países da Europa Ocidental terão um crescimento anual de 1,7%, o que coloca Portugal muito acima da média europeia. Por outro lado, em Estados-Membros da União Europeia como a Finlândia, a Alemanha e a Suécia assinalam-se tendências de estagnação ou de redução. O destaque da Euroconstruct vai assim para as nações da Europa de Leste, que terão um crescimento médio anual de 7,5%, pelo menos, nos próximos dois anos.

“O desenvolvimento económico da Europa manter-se-á sólido, o desemprego continuará a reduzir-se, as exportações crescerão, as taxas de juro manter-se-ão baixas e a confiança dos consumidores e empresários na economia continuará elevada”, antecipa o estudo.

António Coimbra, partner da Euroconstruct e sócio-gerente da Tecninvest , salienta ao Jornal Económico que “a construção de edifícios residenciais e não residenciais (escritórios, comércio, hotelaria, indústria, etc.) também beneficiará do aumento do rendimento disponível das famílias e do dinamismo do investimento imobiliário, designadamente o transfronteiriço”.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou esta segunda-feira, 11 de junho, que a variação homóloga do índice de produção na construção acelerou para 2,7% em abril, com o emprego a crescer 2,3% e as remunerações a progredirem 4,8%.

Os números apresentados pelo INE mostram que, em abril, os dois segmentos que integram o índice de produção na construção tiveram “comportamentos distintos, embora ambos positivos”: O segmento da construção de edifícios acelerou 0,9 pontos percentuais (p.p.), para uma variação homóloga de 2,9% (contributo de 1,7 p.p. para o índice agregado), e o de engenharia civil abrandou 0,4 p.p., para uma taxa de variação homóloga de 2,5% e um contributo de 1,0 p.p. para o índice total.

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