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Construção: Foram licenciados 6,3 mil edíficios no terceiro trimestre

Este valor representa um aumento de 5,5% face ao trimestre anterior, mas por outro lado, uma descida de 4,1% em relação ao período homólogo de 2024.
Cristina Bernardo
12 Dezembro 2025, 11h54

No terceiro trimestre foram licenciados 6,3 mil edifícios em Portugal, valor que representa um aumento de 5,5% face ao trimestre anterior, mas por outro lado, uma descida de 4,1% em relação ao período homólogo de 2024, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira.

Do total de edifícios licenciados, 76,1% destinaram-se a construções novas, dos quais 81,9% tinham como finalidade a habitação familiar. Foram ainda licenciados 299 edifícios para demolição, representando 4,7% do total.

Em termos geográficos destacaram-se três regiões com aumentos no número de edifícios licenciados. A Região Autónoma da Madeira (+31,0%), Centro (+7,2%) e Oeste e Vale do Tejo (+1,0%). As restantes regiões apresentaram decréscimos, com as principais quebras a verificarem-se na Península de Setúbal (-26,6%), na Região Autónoma dos Açores (-23,3%) e na Grande Lisboa (-16,7%).

O licenciamento para construções novas diminuiu em termos homólogos e face ao trimestre anterior (-3,4%; -3,6%, respetivamente). O licenciamento para obras de reabilitação também recuou, quer na comparação homóloga (-2,9%), quer face ao trimestre precedente (-3,1%).

Foram licenciados 9,6 mil fogos em construções novas para habitação familiar, um aumento de 7,3% face ao período homólogo, após a variação de +19,4% registada no segundo trimestre.

A área total licenciada registou uma diminuição homóloga de 26,1%, após o crescimento de 5,4% observado no trimestre anterior. As variações positivas verificaram-se na Região Autónoma dos Açores (+25,7%), no Centro e no Oeste e Vale do Tejo (+14,5%, em ambos), no Algarve (+2,8%) e no Norte (+0,1%). As maiores reduções observaram-se na Grande Lisboa (-69,4%) e na Região Autónoma da Madeira (-54,4%).

O Norte manteve-se como a principal região impulsionadora concentrando 38,7% dos edifícios licenciados, 39,2% das construções novas, 35,5% dos edifícios destinados a reabilitação e mais de metade dos fogos licenciados em construções novas para habitação familiar, no país (50,5%).

O Centro ocupou a segunda posição, com 20,9% dos edifícios licenciados, 20,2% das construções novas, 23,1% dos edifícios para reabilitação e 16,5% dos fogos licenciados em construções novas para habitação familiar.

A Grande Lisboa posicionou-se na terceira posição no que se refere aos fogos licenciados em construções novas para habitação familiar (11,3%) e aos edifícios para reabilitação (11,1%). Já no que se refere ao total de edifícios licenciados e às construções novas, a terceira posição foi ocupada pelo Oeste e Vale do Tejo, com 11,2% e 12,3%, respetivamente.

No que diz respeito às obras concluídas, estima-se que no terceiro trimestre tenham sido concluídos 4,0 mil edifícios em Portugal, incluindo construções novas, ampliações, alterações e reconstruções, num decréscimo de 5,1% face ao período homólogo.

As construções novas representam 82,9% do total de edifícios concluídos, dos quais 80% se destinaram a habitação familiar. A Região Autónoma da Madeira, o Centro e o Oeste e Vale do Tejo registaram aumentos no número de edifícios concluídos (+5,0%, +2,7% e +2,4%, respetivamente), enquanto o Alentejo verificou uma variação nula. Nas restantes regiões observaram-se diminuições, destacando-se a Península de Setúbal (-20,0%).

A nível nacional, as construções novas concluídas diminuíram 4,3% face ao 3.º trimestre de 2024. Neste indicador, a Região Autónoma da Madeira voltou a evidenciar crescimento (+16,2%), seguida do Centro (+4,0%) e do Oeste e Vale do Tejo (+0,3%).

As demais regiões registaram variações negativas, com a Península de Setúbal a apresentar a redução mais expressiva (-19,1%). No que respeita às obras de reabilitação, observou-se uma diminuição homóloga de 8,6%. Apesar da redução global, três regiões registaram aumentos: Oeste e Vale do Tejo (+21,4%), Alentejo (+16,3%) e Algarve (+1,9%). Entre as regiões com decréscimos, destacaram-se as maiores reduções na Península de Setúbal (-37,5%) e na Região Autónoma da Madeira (-26,9%).

No terceiro trimestre de 2025, foram concluídos 6,9 mil fogos em construções novas para habitação familiar, traduzindo um acréscimo de 8,7% face ao período homólogo, após a diminuição de 4,4% registada no segundo trimestre de 2025. Apenas quatro regiões registaram aumentos: o Norte (+22,5%), Centro (+19,6%), Península de Setúbal (+17,5%) e Região Autónoma da Madeira (+2,6%).

A região do Oeste e Vale do Tejo apresentou uma variação nula. Os decréscimos mais acentuados ocorreram na Região Autónoma dos Açores (-44,8%) e no Algarve (-24,6%).

As regiões do Norte e do Centro concentraram mais de metade dos edifícios concluídos (56,9%) e dos fogos concluídos em construções novas para habitação familiar (65,3%). O Norte manteve-se como a principal região, reunindo 37,1% dos edifícios e 48,6% dos fogos concluídos. O Centro ocupou a segunda posição, com 19,8% dos edifícios concluídos e 16,7% dos fogos.

A região do Oeste e Vale do Tejo foi a terceira com maior número de edifícios concluídos (10,8%), enquanto a Grande Lisboa ocupou a terceira posição no número de fogos concluídos em construções novas para habitação familiar (9,2%).

A área total construída em Portugal registou uma variação ligeiramente negativa (-0,2%) face ao mesmo período de 2024. O Alentejo (+21,0%), o Centro (+13,3%), o Norte (+11,2%) e a Península de Setúbal (+0,1%) apresentaram variações positivas.

Nas restantes regiões observaram-se reduções de intensidade distinta, destacando-se os decréscimos mais acentuados no Oeste e Vale do Tejo (-39,2%) e na Região Autónoma dos Açores (-31,2%).


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