Contratar através da Inteligência Artificial pode ser discriminatório, avisa especialista

Segunda a psicóloga Lisa Feldman Barret, os sistemas de Inteligência Artificial têm em consideração poucas expressões faciais e por isso contratar pessoas através deste sistema pode trazer alguns problemas.

Os sistemas de Inteligência Artificial (IA) que algumas empresas utilizam para poder ler expressões faciais, e dessa forma utilizarem a IA para recrutamento, por exemplo, correm o risco de ser pouco confiáveis e discriminatórios, alerta Lisa Feldman Barret, professora de psicologia da Northeastern University citada pelo “The Guardian”.

O alerta surge num momento em que estão a ser lançadas aplicações com o sistema de identificação facial como é o exemplo da Unilever, um sistema de IA, desenvolvido pela empresa HireVue, que examina as expressões faciais dos candidatos, a linguagem corporal e a escolha das palavras. A aplicação também analisa características que consideram estar correlacionadas com o sucesso no trabalho.

Em outubro, a Unilever alegou ter economizado 100 mil horas de tempo em recrutamento de pessoas ao implementar este software.

No entanto, segundo a docente de psicologia, este tipo de sistema pode ser enganador tendo em conta que existe uma variedade no que toca a expressar emoções que não estão a ser tidas em consideração. “A Inteligência Artificial está a ser amplamente treinada para partir do pressuposto que todos expressam emoções da mesma maneira”, afirmou Lisa Feldman Barret.

Relacionadas

Só 10% dos profissionais ligados ao investimento recorrem a Inteligência Artificial

O recurso a esta tecnologia e a aplicações de ‘Big Data’ está a aumentar mas ainda não é utilizada por uma percentagem significativa de profissionais de empresas de investimento, segundo um estudo da associação norte-americana CFA Institute.

Grupo Bosch leva a Berlim as máquinas do futuro

Sendo certo que o futuro já está a ser fabricado, segundo o grupo que tem em Braga uma das suas maiores e mais avançadas unidades industriais. Indústria, agricultura, serviços e vida comum, está tudo na mira do grupo.

‘Deepfakes’. Protótipo recorre à inteligência artificial para marcar nova era da informação digital

O conceito da aplicação centra-se em pegar na informação de jogos de futebol em direto e, através de algoritmos, criar um vídeo onde um pivôt artificial vai relatando o que acontece, à semelhança do que os meios de comunicação desportivos fazem no acompanhamento das informações minuto a minuto – transformando o leitor em telespetador.
Recomendadas

Bloco de Esquerda pergunta ao Governo se vai impedir distribuição de dividendos da Galp

O Bloco defende que a distribuição de dividendos pela Galp deve ser travada pelo Governo e que o dinheiro deve servir para ajudar a empresa a retomar a sua produção nas refinarias de Sines e Matosinhos depois do fim da crise provocada pela Covid-19.

Associação Académica da Universidade de Lisboa arrisca pedido de falência

Empresa que produziu Queima das Fitas Lisboa 2019 prepara pedido de falência da AAL por dívida de serviços prestados. Andamento Produções quer arrestar subvenções, quotas e outros ativos.

Reforma antecipada sem penalização em estudo para funcionários da TAP

Pacote de resgate do setor de aviação vai incluir ainda isenções de taxas, o diferimento da TSU e de impostos, e empréstimos com aval do Estado.
Comentários