Copos de plástico descartáveis proibidos em Lisboa a partir de 2020

A capital vai abrir guerra aos copos de plástico descartáveis.”No primeiro dia da Capital Verde [2021] queremos que Lisboa tenha eliminado esta prática do ponto de vista da restauração”, assinalou hoje o vereador da CML.

Esta medida faz parte de um conjunto de dez medidas que a câmara quer incluir na nova versão do Regulamento de Gestão de Resíduos, Limpeza e Higiene Urbana, e que foram hoje apresentadas em conferência de imprensa, que decorreu nos Paços do Concelho.

“Vamos contratar 300 cantoneiros durante o ano de 2019, já temos o processo de contratação aberto”, disse o vice-presidente do município, que é também responsável pelo pelouro dos Serviços Urbanos.

Na apresentação, Duarte Cordeiro apontou que, “entre 2015 e 2018”, a “produção de resíduos aumentou 10%”, o que se justifica, em grande parte, pelo aumento da atividade turística na capital.

Esta questão levou a câmara a repensar o atual regulamento, e a atualizá-lo, por forma a “adaptar o sistema a uma realidade que mudou”.

Além da contratação de mais trabalhadores, as novas medidas incluem o alargamento da recolha de lixo ao domingo em 10 freguesias: Santa Maria Maior, Estrela, Misericórdia, Santo António, São Vicente, Avenidas Novas, Alcântara, Arroios, Penha de França e Campo de Ourique.

Também as freguesias da cidade vão contar com mais 10 milhões de euros por ano para reforçar a área da higiene urbana, dinheiro que acresce aos 18 milhões que já recebiam por conta da delegação de competências.

A maior fatia (7,6 milhões de euros) será suportada pela Taxa Municipal Turística, e o resto (2,4 milhões) será verba municipal.

O valor será distribuído pelas 24 freguesias “em função da pressão turística” que se vive em cada uma, explicou Duarte Cordeiro, referindo que a câmara fez um estudo para sustentar a distribuição da verba.

A freguesia que vai receber mais dinheiro será a de Santa Maria Maior, que contará com 1,3 milhões de euros.

Com a nova versão do regulamento, a Câmara de Lisboa quer também que a “restauração, hotelaria e comércio passe a estar obrigado a limpar a envolvente do seu estabelecimento, até um raio de dois metros”.

“Haverá coimas e sanções para quem não cumprir estas medidas”, salientou o vereador, explicando que as competências relacionadas com fiscalização e cobrança de multas serão passadas para as freguesias.

“Acreditamos que as juntas de freguesia, como já têm equipas para licenciamento [das esplanadas], podem acrescentar esta competência às equipas”, advogou.

Como as “coimas vão reverter para as juntas de freguesia”, Cordeiro acredita estar “criado o incentivo necessário” para as autarquias aceitarem esta competência.

A capital vai abrir também guerra aos copos de plástico descartáveis.

“No primeiro dia da Capital Verde [2021] queremos que Lisboa tenha eliminado esta prática do ponto de vista da restauração”, assinalou o vereador.

A Câmara de Lisboa quer também duplicar a quantidade de ecoilhas subterrâneas, que aumentarão para 300, e eliminar o sistema de recolha de sacos no centro histórico.

Este ano haverá contentores comunitários no Bairro Alto, Alfama e Santa Catarina, e no próximo a medida será alargada à Mouraria, Madragoa e Mercês.

Entre as 10 medidas anunciadas hoje, contam-se ainda a obrigatoriedade de todas as esplanadas e multibancos da cidade terem cinzeiros e papeleiras, e ainda uma campanha de sensibilização em conjunto com a Valorsul.

Ler mais
Recomendadas

Lavar ruas e encher piscinas pode ser proibido temporariamente se a seca agravar  

A situação no país não é ainda grave, como a seca severa de 2017, mas é já “preocupante”.

Greve dos trabalhadores não docentes pode fechar escolas nos próximos dois dias

Artur Sequeira, coordenador da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, responsabiliza o Ministério da Educação por “todos os entraves que possam ser criados às famílias e às crianças”.

Ministério da Educação demite professora que terá revelado informação sobre exame de Português

Docente foi acusada de “violação do dever de confidencialidade” por ter revelado a alunos informação sobre o exame nacional de Português em 2017
Comentários