Coreia do Norte anuncia “teste muito importante” em local de lançamento de mísseis

A Agência Central de Notícias afirma este domingo, em comunicado, que o lançamento terá um efeito fundamental na futura posição estratégica do país.

KCNA/via REUTERS

A Agência Central de Notícias da Coreia anunciou que o teste foi realizado no Campo de Lançamento do Satélite Sohae na tarde de sábado, 7 de novermbro e que os resultados terão “um efeito importante na mudança da posição estratégica (…), mais uma vez num futuro próximo”.

A informação não continha qualquer detalhe sobre a natureza do teste.

O teste ocorreu num momento a Coreia do Norte tem aumentado a pressão sobre os EUA para fazer concessões no âmbito de negociações nucleares que não têm conhecido qualquer desenvolvimento após a cimeira falhada entre o líder norte-coreano e o Presidente dos Estados Unidos, em Hanói.

A ONU proibiu a Coreia do Norte de lançar satélites porque tal é considerado um teste da tecnologia de mísseis de longo alcance.

Após repetidas falhas, a Coreia do Norte conseguiu colocar um satélite em órbita pela primeira vez em 2012, num lançamento que ocorreu no mesmo local. A Coreia do Norte teve outro lançamento bem-sucedido de satélite em 2016. Nas Nações Unidas, numa declaração divulgada pelo embaixador da Coreia do Norte na ONU, sublinhou-se que a desnuclearização “já havia saído da mesa de negociações”, sendo que foi dado um prazo até ao final de ano, estabelecido pelo líder Kim Jong-un, para concessões substanciais dos EUA ao nível da diplomacia nuclear.

O Presidente dos EUA foi acusado de perseguir persistentemente uma “política hostil” pelo embaixador norte-coreano, que frisou ainda que as declarações de Washington são motivadas apenas pela “sua agenda política doméstica”.

A declaração de Kim Song foi uma resposta à condenação de seis países europeus, na quarta-feira, dos 13 lançamentos de mísseis balísticos da Coreia do Norte realizados desde maio. O representante norte-coreano na ONU acusou os europeus – França, Alemanha, Grã-Bretanha, Bélgica, Polónia e Estónia – de desempenharem “o papel de cão de estimação dos Estados Unidos nos últimos meses”, considerando a posição destas nações como “mais uma provocação séria”.

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