PremiumCorona vírus: Uma infeção que constipa as economias

O Coronavírus poderá ter um impacto de um ponto percentual do produto interno bruto chinês, pois o aumento de gastos com assistência médica implicará cortes no investimento em infraestruturas. A nível global, consumo, turismo e viagens serão os setores mais afetados.

Os Coronavírus são uma família de vírus que infetam os seres humanos mas também fragilizam a economia mundial: a epidemia já levou a uma quebra no turismo e a queda do consumo na segunda maior economia mundial. As autoridades de saúde chinesas anunciaram 5.974 casos confirmados de contaminação na China continental e elevaram o número de mortes para 132.

Resultado? Um relatório da Economist Intelligence Unit (EIU) mostrou que o impacto económico na China poderá ser entre 0,5 e 1 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) do país para este ano, sendo que as previsões iniciais apontam para uma subida de 5,9%. Caso este cenário se verifique, o aumento de gastos com assistência médica implicará ainda cortes no investimento em infraestruturas e outras medidas de estímulo económico, lê-se na mesma nota. “O impacto económico para a China – e potencialmente para outros países – vai ser significativo se o vírus se continuar a propagar”, acrescentou no mesmo relatório a Economist Intelligence Unit (EIU), unidade de análise da revista britânica “The Economist”. Situada no centro da China, a cidade de Wuhan foi colocada na semana passada sob uma quarentena de facto, com saídas e entradas interditas pelas autoridades durante período indefinido, apanhando os residentes de surpresa. “Os consumidores vão evitar provavelmente os lugares públicos”, e “os setores que dependem dos gastos das famílias serão os mais afetados”, segundo a agência Standard & Poor’s. “O medo de contágio pode afetar o consumo, e afetar o turismo, viagens, comércio e serviços em países afetados. O fardo em setores de saúde em países afetados pode aumentar potencialmente”, explicou o diretor da agência Moody’s, Atsi Sheth.

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