Coronavírus. Autoridades identificam doente “supercontagiador”

As autoridades de saúde chinesa anunciaram terem omitido informações sobre a gravidade e a cronologia da transmissão do vírus. No dia 7 de janeiro, quando o primeiro paciente deu entrada no centro hospital de Wuhan, a equipa médica que o acompanhou foi também infetada tendo sido colocada numa ala de isolamento juntamente com o paciente.

As autoridades de saúde em Wuhan, China anunciaram que estão a investigar o primeiro caso de um doente considerado “supercontagiador”, alguém que transmitiu o coronavírus a pelo menos 16 trabalhadores sanitários. Trata-se de Zhao Junshi, de 69 anos que foi internado no dia 7 de janeiro no Wuhan Union Hospital para ser submetido a uma cirugia de remoção de um tumor, não se sabendo que tinha contraído o novo coronavírus, escreve o The Epoch Times, esta quarta-feira.

Quatro dias depois surgiu a febre. Os exames realizados detetaram uma infeção em ambos os pulmões,  mas nunca recebeu o diagnóstico exato por não existir ainda um kit para testar a pneumonia de Wuhan. No fim, Junshi foi informado de  que estava infetado com “um tipo desconhecido de pneumonia”.

Nos dias que se seguiram, o estado clínico do doente piorou significativamente, com novo exames a mostrar “múltiplas sombras nos pulmões”. Ao mesmo tempo  que a condição do paciente se agravava, os vários dos médicos que o seguiam começaram a desenvolver sintomas semelhantes.

Zhao Junshi acabou por ser colocado numa ala de isolamento juntamente com a equipa médica, até que, a 15 de janeiro, lhe foi confirmada a infeção com o novo coronavírus.

No entanto, quando a Comissão de Saúde de Wuhan divulgou uma atualização de rotina sobre o estado deste tipo de pneumonia, na noite de 16 de janeiro, não mencionou que a equipa médica havia sido infectada também. Só a 20 de janeiro é que Zhong Nanshan admitiu pela primeira vez, numa conferência de imprensa, que o vírus pode se espalhar de humano para humano.

Não é a primeira vez que asautoridades escondem um paciente com uma capacidade superior à média para transmitir o vírus. No caso da SARS, em 2012, o médico Liu Jianlun foi identificado como o responsável, involuntariamente, pela SARS passar a epidemia global.

Apesar de apresentar alguns sintomas da doença, depois de ter atendido vários doentes, o médico quis assistir a um casamento de familiares em Hong Kong. Ficou instalado no nono andar de um hotel, onde contagiou 16 outros hóspedes seus vizinhos de quarto. Foram estas pessoas infetadas que espalharam o vírus para o Canadá, Vietname, Singapura e Taiwan.

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