Costa: Carro elétrico “só resolve o problema das emissões. Não resolve o problema dos congestionamentos”

O primeiro-ministro sublinhou que o desenvolvimento dos transportes públicos “é absolutamente central” para diminuir o congestionamento nas cidades.

António Costa está em campanha para as eleições legislativas, esta quarta-feira, 11 de setembro, fez o troço Marco de Canaveses até Paredes, pertencente à Área Metropolitana do Porto. Já na estação ferroviária de Paredes, o secretário-geral do Partido Socialista falou aos jornalistas.

Questionado sobre a mobilidade verde, em específico sobre mobilidade elétrica, e sobre o alargamento dos benefícios fiscais para os cidadãos, António Costa sustentou que “está previsto que continue o incentivo à mobilidade elétrica”. “O país perdeu muito tempo, quando a partir de 2011, desinvestiu na mobilidade elétrica”, quando “nós estávamos na linha da frente”.

“Éramos o único país do mundo que tinha uma rede integrada de carregamento que, infelizmente, não foi desenvolvida e em muitos casos não foi mantida e desapareceram os incentivos à aquisição de carros elétricos”, sublinhou o primeiro-ministro.

Com o inventivo à compra de carros verdes esgotado, António Costa afirmou que com a reposição do benefício “a procura foi muito grande e por isso esgotou-se antes do final do ano”. Assim, o secretário-geral garantiu que a disponibilidades destas ajudas vai ser reforçada “certamente, nos próximos orçamentos”.

A par dos benefícios fiscais para os veículos elétricos, António Costa sublinha que o desenvolvimento dos transportes públicos “é absolutamente central”, uma vez que a “mudança de paradigma implica reduzir as emissões mas também diminuir o congestionamento nas zonas urbanas e metropolitanas”.

“A mobilidade elétrica só resolve um problema, que é as emissões. Não resolve o outro problema que é o congestionamento”, sustentou. “O congestionamento é dos fatores mais penalizadores para a estabilidade das pessoas, que é o tempo que esperam nos engarrafamento nas viagens que fazem”, garantiu.

A quatro meses do fim do ano, o Fundo Ambiental já não dispões de mais apoios financeiros para a aquisição de automóveis elétricos. Até ao fim de agosto, tinham sido distribuídos apoios para 988 veículos, tendo sido 684 de empresas e 304 de particulares, sendo que ficaram por abranger cerca de 436 candidaturas.

Na sua dotação total, entre particulares e empresas, o Fundo Ambiental disponibiliza uma verba de 2,65 milhões de euros para a compra de veículos elétricos, cujo custo seja inferior a 62.500 euros. Nas viaturas de particulares, o Fundo Ambiental dispôs 912 mil euros, devido ao aumento do cheque em 750 euros, e nas viaturas de empresas foram entregues 1,539 milhões de euros em apoios, até ao fim de agosto.

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