Costa exige um orçamento comunitário à medida das ambições europeias

Os líderes europeus reúnem-se em Bruxelas no final da próxima semana para discutirem o orçamento de mil biliões de euros da União Europeia. O desafio é compensar a saída do Reino Unido e o fim das suas contribuições.

António Costa/Twitter

António Costa defende que o próximo orçamento europeu deve ser à medida das ambições europeias. Num momento que os estados-membros têm de compensar a saída do Reino Unido e a redução das contribuições para as contas europeias, o Governo português defende uma maior ambição aos países europeus.

“Precisamos de um compromisso o mais cedo possível. A questão principal é saber se a Europa quer ter um orçamento em linha com as suas ambições, ou um orçamento que não consegue corresponder às ambições europeias. Não podemos prometer em excesso e cumprir abaixo”, disse o primeiro-ministro em entrevista à Bloomberg.

As declarações de António Costa chegam num momento em que os líderes europeus reúnem-se em Bruxelas no final da próxima semana para discutirem o orçamento de mil biliões de euros da União Europeia, com os países do sul e do leste europeu a defenderem que os estados-membros mais ricos devem abrir os cordões à bolsa.

Na entrevista, o primeiro-ministro deixou elogios à chanceler alemã num momento em que prepara a sua saída do poder. Angela Merkel vai cumprir o seu mandato até ao fim, 2021, depois de cumprir quatro mandatos de quatro anos ao leme da maior economia europeia.

“Para a Europa, Angela Merkel é muito importante. É importante para todos nós beneficiarmos da sua experiência muito especial, porque ninguém esteve neste papel durante tanto tempo”, disse o primeiro-ministro português em entrevista à Bloomberg.

António Costa também explicou o que considera ser a solução portuguesa para travar partidos populistas. “A explicação principal é que preservámos a capacidade dos partidos tradicionais para criar alternativas ao Governo. Se não existe uma alternativa no sistema tradicional de partidos, naturalmente que os cidadãos tentam encontrar alternativas. Do meu ponto de vista, é por isso que o radicalismo está a crescer em alguns países europeus”.

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