BE avisa que sem os investimentos necessários reabertura pode gerar nova vaga de Covid-19

Para a líder do BE, “há todas as condições para preparar uma reabertura que não resulte numa nova vaga preocupante se estes investimentos forem feitos”, deixando um apelo claro para que estes sejam colocados no terreno.

catarina_martins_oe_2020
António Cotrim/Lusa

A coordenadora do BE, Catarina Martins, avisou este sábado que sem os investimentos necessários em saúde pública o desconfinamento pode resultar numa nova vaga pandémica, considerando que a ideia de adiar despesa nesta área “fica mais cara”.

No final da reunião da Mesa Nacional do BE, órgão máximo entre convenções que voltou a realizar-se por videoconferência devido à pandemia, Catarina Martins, em conferência de imprensa desde a sede, assinalou a preocupação dos bloquistas “com a resposta à crise pandémica”, “nomeadamente a capacidade do país de, mal seja possível, começar a desconfinar”.

“Sem aumentarmos os testes, sem acelerarmos a vacinação e sem fazermos o rastreio epidemiológico de todos os contactos, uma reabertura pode ter como consequência uma nova vaga pandémica”, avisou, reiterando a necessidade dos investimentos na área da saúde pública.

No entanto, para a líder do BE, “há todas as condições para preparar uma reabertura que não resulte numa nova vaga preocupante se estes investimentos forem feitos”, deixando um apelo claro para que estes sejam colocados no terreno.

“A ideia da contenção orçamental ou de adiar despesas que são fundamentais para controlar a pandemia fica mais cara. Fica mais cara ao Estado, fica mais cara à economia e tem um elevado preço do ponto de vista social, trágico até. E é por isso que não se pode adiar mais a despesa”, alertou.

Recomendadas

Movimento ‘Save the Travel Industry’ escolhe o Algarve para mostrar que é possível viajar em segurança

Com este propósito, seis representantes de reconhecidas agências de viagens do mercado alemão, que integram este movimento, estão na região do Algarve durante uma semana, de 18 até ao próximo dia 25 de abril.

Bruxelas admite levar AstraZeneca à justiça e não renovar contrato por falhas

O comissário europeu da Justiça disse hoje, em entrevista à Lusa, que Bruxelas equaciona um processo judicial contra a farmacêutica AstraZeneca, por entregas de vacinas anticovid-19 atrasadas e abaixo do contratualizado, admitindo também não firmar novo contrato.

CPPME pede mais medidas para a preservação do tecido empresarial português

A confederação mostra-se preocupada com a ineficácia, burocracia e atrasos nos apoios até aqui definidos, pedindo, portanto, mais medidas que visem a retoma económica das micro, pequenas e médias empresas.
Comentários