Possibilidade de moratórias de crédito serem prorrogadas é muito escassa, diz APB

Faria de Oliveira disse ainda que as moratórias não “são o fim da linha” e que as informações que lhe chegam dos bancos é de um “impacto muito reduzido” desde que terminaram as primeiras moratórias, o que aconteceu em 31 de março, com cerca de 86 mil famílias a retomarem o pagamento dos seus créditos à habitação este mês de abril.

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Faria de Oliveira, afirmou hoje, terça-feira, ser “muito escassa” a possibilidade de extensão das moratórias bancárias adiantando serem muito baixas as situações de incumprimento devido ao fim das moratórias privadas.

“Neste momento todas as indicações que temos é que não existe praticamente possibilidade nenhuma disso acontecer [extensão das moratórias ao abrigo das ‘guidelines’ da Autoridade Bancária Europeia]”, referiu Faria de Oliveira durante uma audição na comissão de Orçamento e Finanças, salientando que tal possibilidade é mesmo “muito escassa”.

Esta audição à APB foi requerida pelo PS no âmbito da discussão na especialidade de um projeto do PCP que prevê o prolongamento por mais seis meses das moratórias e para a extensão do prazo para adesão à moratória pública até 30 de abril.

Faria de Oliveira disse ainda que as moratórias não “são o fim da linha” e que as informações que lhe chegam dos bancos é de um “impacto muito reduzido” desde que terminaram as primeiras moratórias, o que aconteceu em 31 de março, com cerca de 86 mil famílias a retomarem o pagamento dos seus créditos à habitação este mês de abril.

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