CPLP lança bolsas de investigação em língua portuguesa

As bolsas destinam-se a pós-graduados e doutorados que estudam o português como língua não materna. Portugal financia.

O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), braço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para as políticas da língua e intermediação da cultura, anunciou o lançamento de um programa de bolsas de investigação. Portugal assegura o financiamento no valor de 200 mil euros.

“Pretendemos valorizar o ensino e a aprendizagem do português enquanto língua não materna”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, durante a sessão de apresentação do “Programa de bolsas: Cientista convidado do IILP”, na sede da CPLP, em Lisboa.

As bolsas, impulsionadas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, através do Instituto Camões, representam o equivalente a quase dois terços do orçamento atual do IILP. E vão ser atribuídas duas bolsas anuais durante os próximos três anos (2019/20/21), podendo candidatar-se estudantes pós-graduados e doutorados.

A valorização da língua portuguesa passa também pela afirmação do Instituto, que tem como diretor executivo Incanha Intumbo. Na sessão de lançamento do projeto, o recém chegado ao cargo garantiu que as bolsas vão ser usadas “com sabedoria para a contratação de cientistas visando a internacionalização da língua”. O embaixador de Cabo Verde em Lisboa, Eurico Monteiro, retomou o propósito da iniciativa, salientando:_“Permite reforçar a promoção e valorização da língua portuguesa, a nossa língua comum”. Já o embaixador Francisco Ribeiro Telles, secretário executivo da CPLP, considerou as bolsas fundamentais na área da educação, “a maior ferramenta da cidadania”.

Dirigindo-se aos altos dignitários da comunidade lusófona ali presentes, Luís Faro Ramos, presidente do Instituto Camões, apelou: “Sigam o exemplo que Portugal está a dar. Contribuam.”

De Angola a Timor-Leste, do Brasil a Cabo Verde, da Guiné-Bissau a Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe é em português que nos entendemos. Além dos países que a têm como língua oficial, como uma das suas línguas oficiais ou ainda como língua de herança, o português é também a língua da diáspora, sendo falada por mais de 260 milhões de pessoas. Isto sem esquecer o mais recente membro da CPLP, a Guiné-Equatorial.

“A língua portuguesa é a base da nossa organização social”, destacou o ministro Augusto Santos Silva. “É um dos três eixos fundamentais ao funcionamento da nossa comunidade, juntamente com a diplomacia e a cooperação”, precisou.

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