Crédit Agricole convidado para colocar as mais recentes emissões sindicadas de obrigações do tesouro

O Crédit Agrícole emitiu um comunicado onde faz o balanço do seu papel na economia portuguesa, onde está presente através da GNB Seguros com 75%; da Eurofactor e do Banco Credibom. Para além de ter ajudado a colocar dívida do Estado português.

O Crédit Agricole CIB, a unidade corporativa e da banca de investimento do Grupo Crédit Agricole, foi convidado pelo Estado Português para colocar as duas mais recentes emissões sindicadas de obrigações do tesouro, “operações estas que registaram uma procura record por parte dos investidores”, diz o banco do grupo francês em comunicado.

O Crédit Agrícole que tem 75% da GNB Seguros (tendo o Novo Banco os restantes 25%) destaca em comunicado reforço ao apoio à recuperação da economia portuguesa.  “Serviços de factoring, emissão de dívida verde, crédito ao consumo e seguros não vida. O grupo francês tem efetuado um investimento muito significativo para apoiar os portugueses e as indústrias no combate à pandemia”, adianta o comunicado.

O grupo francês estava a negociar a compra dos restantes 25% detidos pelo Novo Banco na seguradora GNB Seguros, mas ainda não está concluído.

O Crédit Agricole é um operador especializado de Valores de Tesouro (Primary Dealer) desde o final dos anos 90.

No entanto, “o apoio do Grupo Crédit Agricole à economia Portuguesa na presente crise é mais amplo”, referem, “as quatro empresas do grupo já ajudaram o País na emissão de dívida da República Portuguesa, não excluíram esta pandemia Covid-19 nas condições dos seguros de saúde, disponibilizaram apoio ao financiamento do tecido empresarial e ao consumo dos portugueses”, refere o comunicado.

Para Xavier Musca, deputy CEO of Crédit Agricole, esta é “uma fase crucial para o país que deverá ser apoiada pela banca – um setor fundamental para a recuperação da economia portuguesa. O apoio a empresas, públicas ou privadas, e a consumidores permite retomar a produção e o consumo”.

Com uma presença global, o Crédit Agricole CIB apoia empresas portuguesas em projetos espalhados por diferentes geografias, projetos estes “com um importante contributo para o processo de transição energética para energias mais limpas e renováveis”. Em 2019, apoiou a EDP Energias de Portugal na colocação da sua emissão inaugural de dívida verde híbrida por um valor de mil milhões de euros para financiar ou refinanciar o portfolio de investimentos verdes da companhia.

“A área de Banca Sustentável é um dos pilares da estratégia desta unidade em sintonia com o compromisso do Grupo de reforçar a sua posição como líder Europeu em investimento responsável”, lê-se na nota.

Em Portugal, o Crédit Agricole CIB acompanha os clientes do Grupo, aconselhando, estruturando e financiando investimentos em diferentes setores. Têm também uma equipa dedicada a apoiar os clientes do segmento das PME do Grupo Crédit Agricole que se decidem instalar em Portugal.

Para além da GNB Seguros, o grupo francês detém o banco de credito ao consumo Credibom.

O Banco Credibom “foi a primeira instituição especializada no crédito ao consumo a possibilitar a moratória aos clientes nacionais, disponibilizando uma equipa de profissionais dedicados para avaliar os melhores benefícios individuais para clientes durante todo o período de emergência nacional. O banco admite um prolongamento do prazo da moratória pública, que atualmente está fixado no final do mês de Março de 2021”, lê-se no comunicado.

Também do grupo Crédit Agrícole, a Eurofactor Portugal – filial em Portugal do Crédit Agricole Leasing & Factoring “chamará igualmente a si o papel de entidade apoiante do necessário ressurgimento da economia portuguesa, através das suas soluções que asseguram os eixos fundamentais de preservação e reforço de tesouraria das empresas, por via da antecipação do valor das vendas, da gestão integral e especializada do processo de cobrança dos créditos, e da cobertura de risco de crédito por parte das entidades devedoras, reduzindo o risco de imparidade”.

 

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