Dados robustos põem Wall Street em máximos

Na Europa, as bolsas recuperam após os agentes económicos terem antecipado o novo envelope financeiro que o BCE vai apresentar em junho.

Os fundos globais de ações, como o IWDA (iShares Core MSCI World UCITS ETF  listado na Bolsa de Amsterdão) cotam próximos  de máximos de 10 anos sem sinais de fadiga compradora. Nos EUA o índice tecnológico Nasdaq100 realizou novos máximos históricos enquanto o S&P500 se encontra muito próximo de confirmar o anterior máximo.

Enquanto os dados sobre a economia dos EUA aparentam manter-se robustos, a Europa parece encetar uma recuperação com melhores dados macroeconómicos a que não deverá ser estranho o factos dos agentes económicos já terem antecipado o novo envelope financeiro de que o BCE deverá anunciar os pormenores em junho próximo.

Já a China anunciou que tenderá a abandonar a ferramenta de “reservas mínimas obrigatórias” aplicáveis ao seu sector bancário e que permitia aumentar a oferta monetária da sua economia. Os investidores entendem que o seu banco central pode estar a abandonar uma politica acomodatícia para que o Estado possa efectuar reformas estruturais (interessante verificar que é uma mensagem quase intemporal e repetitiva do presidente da Fed). Numa outra perspectiva os seus bancos passaram a deter menores reservas em dólareso que em caso de urgência ou fenómeno atípico poderia motivar uma venda de dívida dos EUA de que são a primeira nação credora. O eternizado diálogo entre as duas nações sobre o excedente comercial poderá ter um outro factor motivacional.

Sobre o segundo maior défice comercial que os EUA possuem, o BCE referiu que um primeiro impacto da imposição de tarifas pelos EUA a automóveis fabricados na Europa seria “reduzido”. Porém, se exceptuarmos os fabricantes que apresentaram que surpreenderam nas receitas e resultados (exemplo: Volvo), as valorizações não mantém uma recuperação média de 21.5% no acumulado deste ano.

No mercado nacional as maiores capitalizações anunciam estimativas de resultados a partir de 26 de abril com a Jerónimo Martins, seguidas da Galp e dos CTT. Nos dividendos a Navigator marcou o começo da agenda de pagamentos a 24 de abril com um dividend yield de mais de 7.0%. Os acionistas da EDP votaram a manutenção do limite dos direitos de voto nos 25% o que poderá então esmorecer a oferta da sua principal acionista que datava de maio de 2018.

O calendário de apresentação de resultados prossegue com as empresas dos EUA a surpreenderem positivamente, apesar de alguns menores desapontamentos, e que partiam de uma base formada por reduzidas expectativas que as sondagens apontavam para um cenário de decréscimo da média dos “ganhos por ação” (sigla em inglês EPS para earning per share) de quase -6% a -7%. O sector tecnológico volta a liderar os ganhos e o anuncio de operações de “fusões e aquisições” ampliaram o sentimento construtivo.

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