DBRS vê economia portuguesa a crescer 4,5% este ano, mas num cenário adverso retoma poderá ser de 1%

A agência com sede em Toronto prevê ainda que num cenário moderado a taxa de desemprego em Portugal deverá atingir os 7% este ano e 7,5% em 2022. Já num cenário adverso prevê que suba para 8% em 2021 e 9% em 2022.

A agência de notação financeira DBRS projeta uma recuperação da economia portuguesa de 4,5% este ano e em 2022 num cenário moderado, mas no pior dos casos o crescimento do produto interno bruto (PIB) poderá ser de 1% este ano e 2% em 2022.

Num relatório divulgado esta sexta-feira – que não constitui uma ação de rating -, a agência com sede em Toronto, prevê ainda que num cenário moderado a taxa de desemprego em Portugal atinja os 7% este ano e 7,5% em 2022. Já num cenário adverso prevê que suba para 8% em 2021 e 9% em 2022.

A nível global assinala que a recuperação está a decorrer, “liderada por economias avançadas que fizeram progressos substanciais na vacinação da população adulta e reduziram as restrições de mobilidade”, refere o relatório da DBRS, acrescentando que “no entanto, a pandemia não global não acabou e continua a representar riscos para a recuperação”.

A agência sublinha que as unidades de vacinação “têm de se mostrar eficaz na redução da transmissão da Covid”, considerando que tal “é um bom presságio para a recuperação económica no segundo semestre de 2021 e em 2022”. No entanto, alerta que as variantes emergentes e a limitação da entrada das vacinas em algumas áreas continuam a representar riscos.

A DBRS destaca ainda que as economias avançadas, que lideram a recuperação global, as restrições à disponibilidade de mão de obra e as interrupções nas cadeias de abastecimento globais estão a gerar pressões inflacionárias.

“Embora isso continue a ser um fenómeno temporário, restrições prolongadas do lado da oferta podem impulsionar ainda mais a inflação e fazer com que as expectativas de inflação futura aumentem”, salientam.

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