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De Mário Soares a Cavaco Silva: os recordes (positivos e negativos) que marcaram as presidenciais

A eleição em que participaram mais eleitores foi a de 1986, em que Mário Soares venceu Freitas do Amaral à segunda volta. O histórico socialista foi também o Presidente eleito com maior percentagem de votos: obteve 70,35% no sufrágio de 1991. A que menos eleitores mobilizou foi em 2011, para a reeleição de Cavaco Silva. Conheça os números em torno das eleições presidenciais desde 1976.
Rafael Marchante/Reuters
8 Fevereiro 2026, 17h19

Nos 50 anos de história de eleições presidenciais, as mais renhidas foram as de 1986, na qual Mário Soares derrotou Freitas do Amaral por apenas 150.622 votos e por uma percentagem de 51,3% contra 48,7%. Todos os presidentes eleitos para um primeiro mandato (Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa) foram reeleitos e todos, à exceção de Ramalho Eanes, tiveram uma maior percentagem de votos válidos na sua reeleição, com Mário Soares a ser quem mais cresceu, em 19 pontos percentuais.

A eleição em que participaram mais eleitores foi a de 1986, em que Mário Soares venceu Freitas do Amaral à segunda volta: 5.953.085, uma taxa de participação de 77,99%, votaram na segunda volta deste escrutínio presidencial.

A que menos eleitores (4.214.432) mobilizou foi em 2011, para a reeleição de Cavaco Silva, com 52% dos votos. Entre aqueles que perderam, apenas quatro repetiram candidatura: Otelo Saraiva de Carvalho, Manuel Alegre, Marisa Matias e Vitorino Silva – todos tiveram uma menor votação na segunda tentativa.

Portugal teve a primeira mulher candidata à Presidência da República em 1986 – Maria de Lourdes Pintassilgo. Em 2016, entre os 10 candidatos concorreram duas mulheres – Maria de Belém Roseira e Marisa Matias. Em 2026, entre os 8 candidatos apenas concorreu uma mulher – Catarina Martins.
Foi a 27 de junho de 1976 que se realizaram as primeiras eleições presidenciais da democracia.

Apoiado pelo PS e pelo PPD, o vencedor foi o general Ramalho Eanes, seguido, de forma surpreendente, por Otelo Saraiva Carvalho. António Ramalho Eanes conquistou a maioria absoluta à primeira volta com 61 por cento dos votos. Tratou-se de um vitória esmagadora sobre os restantes três candidatos nomeadamente Otelo Saraiva de Carvalho (16,46%), José Pinheiro de Azevedo (14,37%) e Octávio Pato (7,59%).

As presidenciais de 1980, as segundas eleições democráticas após a revolução de 1974, foram as últimas em que um militar se candidatou às mesmas – Eanes voltaria a vencer com 56,44%. Em 1986, Soares com 51,18% derrotou Freitas do Amaral (48,82%), numa segunda volta decorrida em fevereiro de 1986. Mais tarde, em 1991, Soares voltaria a ser reeleito com uma vitória esmagadora sobre Basílio Horta e Carlos Carvalhas. O histórico socialista foi o Presidente da República eleito com maior percentagem de votos: obteve 70,35% no sufrágio de 1991.

Entre 1996 e 2006, Jorge Sampaio ocupou a Presidência da República, tendo conseguido 53,91% dos votos frente a Cavaco Silva (14 janeiro de 1996). Cavaco seria eleito em 2006 (50,54%) e 2011 (53,14%), batendo Manuel Alegre com larga margem em ambas as eleições (20,74% e 19,67%). Em 2016, Marcelo Rebelo de Sousa atingiu 52% dos votos contra os 22,88% de Sampaio da Nóvoa.

Marcelo Rebelo de Sousa, que agora se despede da Presidência da República após atingir o limite de mandatos, foi o único outro chefe de Estado que conseguiu ultrapassar a barreira dos 60%: na sua reeleição, há cinco anos, foi a escolha de 60,66% dos votantes.


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