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Deco Proteste e CMVM juntam-se nos alertas para combater fraudes digitais

As duas entidades recomendam, ainda, aos consumidores que estejam especialmente atentos ao conteúdo que circula nas redes sociais – sejam mensagens ou anúncios enganosos – que recorre a logótipos e nomes de bancos e empresas conhecidas para legitimar “investimentos seguros e lucrativos” ou “oportunidades de investimento únicas”, recolhendo dados bancários das vítimas e levando-as a transferir dinheiro que dificilmente irão reaver.
REUTERS/Kacper Pempel
3 Novembro 2025, 13h19

A DECO Proteste contou com a colaboração da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), cruzando as queixas que tem recebido com as informações recolhidas junto do supervisor do mercado de capitais, num artigo relativo à prevenção de fraudes financeiras digitais que foi publicado na última edição da revista

A Deco Proteste e a CMVM aconselham os consumidores vítimas de burla a, em primeiro lugar, reunirem toda a informação sobre o caso – transferências, e-mails, printscreens, mensagens, qualquer elemento que possa ser uma prova.

De seguida, a vítima pode recorrer à Deco Proteste, nomeadamente através da plataforma Reclamar, e contactar a CMVM, que analisará a situação para aferir se esta se enquadra na sua esfera de competências ou se, tratando-se de um crime, remeterá a informação apresentada pela vítima às autoridades competentes.

A Deco altera que o uso intensivo de plataformas digitais e redes sociais, muitas vezes em consumo rápido e distraído, aumenta a probabilidade de se clicar em links maliciosos ou acreditar em conteúdos falsificados e a inteligência artificial generativa veio agravar o fenómeno, através da criação de deepfakes – vídeos falsificados – de figuras públicas a aconselhar investimentos.

Em pequenos ecrãs de smartphone, as falhas dessas manipulações tornam-se menos visíveis, e idosos e jovens surgem como dois dos grupos mais vulneráveis, explica a Deco.

Perante este cenário, e para “evitar a perda das poupanças de uma vida”, a Deco e a CMVM apelam aos consumidores para que consultem o site e revistas da Deco Proteste e o Portal do Investidor da CMVM, antes de fazerem qualquer investimento, e reforçam que a prevenção é a melhor defesa”.

As duas entidades recomendam, ainda, aos consumidores que estejam especialmente atentos ao conteúdo que circula nas redes sociais – sejam mensagens ou anúncios enganosos – que recorre a logótipos e nomes de bancos e empresas conhecidas para legitimar “investimentos seguros e lucrativos” ou “oportunidades de investimento únicas”, recolhendo dados bancários das vítimas e levando-as a transferir dinheiro que dificilmente irão reaver.

“Ninguém está livre de cair numa destas burlas, e nós sentimo-lo, diariamente, com queixas de consumidores que perderam milhares de euros das suas poupanças em esquemas financeiros online”, afirma Nuno Pais de Figueiredo, porta-voz da Deco Proteste. “O nosso papel passa por garantir que os consumidores estão informados, para que, apesar da tendência de crescimento, o número de vítimas diminua”.

Entre os esquemas mais reportados, destacam-se os seguintes: sites de investimento que parecem reais, mas são falsos, com as vítimas a serem induzidas a introduzir dados bancários e transferir dinheiro e a perderem o acesso a essas plataformas de investimento quando pretendem levantar esse dinheiro; apps de investimento falsas – que não estão em lojas oficiais como a Google Play e a App Store – e que, à semelhança dos sites, levam os investidores a transferir dinheiro, para, dias depois, a sua conta ser bloqueada; e os esquemas em pirâmide, nos quais uma plataforma de investimentos que promete ganhos avultados leva a que as vítimas não só invistam, mas convidem os que lhes estão próximos a investir numa plataforma fraudulenta, segundo a qual o dinheiro que chega aos primeiros investidores provém dos investidores que entraram depois.

 


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