Deputada Cristina Rodrigues considera que OE2021 responde “na medida do possível” à crise da Covid-19

A ex-deputada do PAN defende que há ainda questões que podem ser melhoradas na proposta orçamental, mas destaca já alguns avanços do Executivo socialista, sobretudo no que toca à proteção dos animais.

Cristina Rodrigues

A deputada não-inscrita Cristina Rodrigues vai abster-se na votação do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) por considerar que a proposta do Governo responde “na medida do possível” à crise provocada pela Covid-19. Cristina Rodrigues defende que há ainda questões que podem ser melhoradas na proposta orçamental, mas destaca já alguns avanços do Executivo socialista no que toca à proteção dos animais.

“Tendo em conta a situação de excecionalidade provocada pela Covid-19, este Orçamento tenta responder na medida do possível às necessidades que foram criadas pela pandemia. Considero que efetivamente há coisas a melhorara, mas para já, neste ponto em que nos encontramos, considero que o OE2021 deve ser viabilizado”, referiu Cristina Rodrigues, em declarações à RTP3, para justificar a abstenção na generalidade.

A deputada não inscrita espera, no entanto, vir a incluir algumas das propostas que já fez chegar ao Governo na discussão do OE2021 na especialidade, como a criação de um grupo de trabalho para estudar a possível implementação de um projeto de rendimento básico incondicional em Portugal.

A ex-deputada do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), partido pelo qual foi eleita há um ano, adiantou ainda que vai insistir na abertura de “casas de parto” em Portugal e noutras questões, como a criação da figura do psicólogo no trabalho e a criação de mais apoios para a cultura.

Cristina Rodrigues afirmou ainda que, na proposta orçamental, “há um esforço da parte do Governo em prever já algum valor para os centros de recolha oficial” de animais e espera que essa abertura se mantenha na especialidade. A deputada diz que, neste momento, aguarda resposta do Governo às propostas que apresentou.

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