Dinamarca fixa fim da exploração petrolífera no Mar do Norte para 2050

“Estamos a pôr fim à era fóssil e a traçar uma linha entre as nossas atividades no Mar do Norte e o objetivo da lei climática [aprovada em 2019] de alcançar a neutralidade de emissões em 2050”, disse o Ministro da Energia, Dan Jorgensen, em comunicado.

O Governo social-democrata dinamarquês e vários partidos da oposição concordaram em suspender a próxima ronda de licenças e em fixar o fim da exploração petrolífera no Mar do Norte para 2050.

O acordo, fechado pouco antes da meia-noite de quinta-feira, tem o apoio de seis partidos que somam mais de três quartos dos lugares no parlamento dinamarquês.

A decisão vem depois de a francesa Total ter anunciado há alguns meses que retirava o seu pedido, tal como o fizeram outras duas das quatro empresas inicialmente interessadas, o que levou a um adiamento da oitava ronda de licenciamento.

A Dinamarca é o maior produtor de petróleo da União Europeia (UE), após a saída do Reino Unido, com cerca de 137.000 barris por dia em 2019, e o 39.º a nível mundial, embora longe dos principais países.

“Estamos a pôr fim à era fóssil e a traçar uma linha entre as nossas atividades no Mar do Norte e o objetivo da lei climática [aprovada em 2019] de alcançar a neutralidade de emissões em 2050”, disse o Ministro da Energia, Dan Jorgensen, em comunicado.

A Dinamarca iniciou as suas atividades petrolíferas no Mar do Norte em 1972 e conta atualmente com 55 plataformas em 21 campos, 15 de petróleo e seis de gás, que serão igualmente desmanteladas.

Desde o início da exploração no Mar do Norte, o Estado dinamarquês ganhou cerca de 514 mil milhões de coroas (69 mil milhões de euros) e espera ganhar entre 88 e 240 mil milhões de coroas (12 e 32 mil milhões de euros) até 2050, de acordo com a Direção-Geral de Energia.

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