Diretora executiva anuncia que países deverão receber nova alocação de capital do FMI em agosto

Falando durante uma conferência de imprensa a líder do Fundo disse que o comunicado oficial do G20, divulgado esta tarde, mostrou um grande apoio a este ‘aumento de capital’ que será distribuído por todos os membros do Fundo em função da sua quota.

A diretora executiva do Fundo Monetário Internacional disse hoje que a nova alocação de Direitos Especiais de Saque (DES), no valor de 650 mil milhões de dólares, deverá chegar aos países em meados de agosto.

“Depois do anúncio do G20, o sinal de confiança está enviado, falta a execução prudente, precisamos de enviar um relatório para o conselho de administração, depois fazer a votação e temos de ter medidas internas colocadas em prática para a alocação ser uma realidade, e tendo em conta o exemplo de 2009, a história mostra que demora três ou quatro meses, portanto o prazo de meio de agosto é apertado, mas é realista”, disse Kristalina Georgieva.

Falando durante uma conferência de imprensa que decorreu esta tarde a partir de Washington, a sede do FMI, no âmbito dos Encontros da Primavera, organizados em conjunto com o Banco Mundial, a líder do Fundo disse que o comunicado oficial do G20, divulgado esta tarde, mostrou um grande apoio a este ‘aumento de capital’ que será distribuído por todos os membros do Fundo em função da sua quota.

“A expectativa de aumento das reservas está a ser construída enquanto medida de confiança, depois da reunião de hoje do G20 precisamos de 85% dos votos [para aprovar a alocação de DES, a moeda do FMI]”, disse Georgieva, mostrando-se convencida que o apoio não faltará.

Para além da aprovação oficial pelo G20 da proposta de emissão de DES, “os representantes de fora do G20 que participaram na reunião ainda foram mais vocais no apoio à iniciativa, especialmente os representantes de África”, concluiu a governante.

Questionada sobre as modalidades possíveis de transferência dos fundos que os países mais ricos vão receber, a diretora do FMI foi mais prudente e disse que “é prematuro fazer projeções sobre a escala” dessa transferência, cujo objetivo é potenciar o arsenal financeiro dos países mais frágeis para melhor combaterem a pandemia e relançarem as economias.

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