Discurso do Estado da Nação levanta boas questões, mas falha nas respostas, critica PCP

Salientando que o discurso foi “muito marcado por questões que estão na ordem do dia”, o líder do grupo comunista elogiou a abordagem das “questões da saúde e os impactos económicos e sociais, sobretudo sociais, decorrentes da situação” que se vive atualmente.

O discurso do Estado da União da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, levantou hoje boas questões, mas falhou nas respostas, considerou o líder do PCP no Parlamento Europeu (PE), João Ferreira, em declarações à Lusa.

Salientando que o discurso foi “muito marcado por questões que estão na ordem do dia”, especialmente no que diz respeito à pandemia de covid-19, o líder do grupo comunista elogiou a abordagem das “questões da saúde e os impactos económicos e sociais, sobretudo sociais, decorrentes da situação” que se vive atualmente.

O problema, segundo Ferreira, está nas respostas, cujo conteúdo “não só deixa muito a desejar como, nalgumas questões, vai até ao contrário daquilo que seria exigível”.

O eurodeputado deu como exemplo o caso da saúde em Portugal, onde Bruxelas exigiu durante anos cortes no Serviço Nacional de Saúde, e agora elogia os profissionais e apela à cooperação entre Estados-membros.

“Era bom que houvesse esse ‘mea culpa’ porque na verdade isso tem consequências hoje nas condições que temos para enfrentar a pandemia”, referiu.

Ursula von der Leyen proferiu hoje perante o PE o seu primeiro discurso do Estado da União [Europeia] e o primeiro em Bruxelas, uma prática iniciada em 2010 por José Manuel Durão Barroso, no seu segundo mandato com presidente da Comissão Europeia.

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