Dona da FlixBus recebe financiamento de 500 milhões de euros

A startup alemã FlixMobility anunciou recentemente que fechou uma ronda série F liderada pela TCV e Permira, sem revelar o montante, mas fontes da “Reuters” adiantam que se trata da maior ronda de investimento na Alemanha para apoiar empresas tecnológicas em expansão.

A startup alemã FlixMobility, empresa-mãe da FlixBus, fechou este mês uma ronda de investimento série F liderada pelas sociedades de capital de risco TCV e Permira, para acelerar a expansão da sua rede de autocarros nos Estados Unidos, entrar em novos mercados na América do Sul e na Ásia e implementar o FlixTrain. Entre as metas da empresa está ainda o lançamento da marca de viagens partilhadas FlixCar, que acontecerá em 2020.

“A FlixCar é um passo lógico na extensão da nossa rede, de forma a que possamos possibilitar que cada vez mais pessoas experimentem o mundo. Em média, a taxa de ocupação dos carros é meramente 1.5. A partilha de viagens é um modo único de dividir custos de combustível e baixar o impacto climático”, refere Jochen Engert, CEO e Fundador da FlixMobility, em comunicado.

A operadora de transportes não revelou o montante arrecadado com esta operação, mas fontes da agência noticiosa “Reuters” adiantaram que foi de cerca de 500 milhões de euros, tornando-a na maior ronda de investimento na Alemanha para apoiar empresas tecnológicas em expansão. Após este investimento, John Doran, sócio da TCV, e Stefan Dziarski, sócio na Permira, juntaram-se ao conselho de administração da FlixMobility. A ronda contou ainda com a participação da HV Holtzbrinck Ventures, através de um coinvestimento articulado com o Banco Europeu de Investimento, e com os atuais acionistas: General Atlantic e Silver Lake.

Fundada em 2013, a FlixMobility disponibiliza viagens através das marcas FlixBus e FlixTrain. A startup ligada à mobilidade desenvolveu uma das maiores redes de transportes de autocarro de longa distância da Europa e, no ano passado, lançou os primeiros comboios verdes de longa distância em 2018. A startup é responsável pelo desenvolvimento tecnológico, planeamento de rede, controlo de operações, marketing e vendas, gestão de qualidade e expansão contínua de produtos. Já o serviço diário regular e a frota ‘verde’ da FlixBus são operados por parceiros, empresas de autocarros, geralmente PME locais, enquanto a FlixTrain opera em cooperação com companhias ferroviárias privadas.

Recomendadas

IPO do grupo Ant regista procura histórica de três biliões de dólares por parte de investidores

Apesar dos riscos de escrutínio, os investidores de retalho e institucionais estão a correr para comprar ações do grupo que opera a maior plataforma de pagamentos da China, bem como outros serviços financeiros.

Sindicato dos tripulantes “não quer acreditar” que a TAP vá reduzir salários

Presidente do SNPVAC, Henrique Louro Martins, disse, em entrevista ao “Público”, que os trabalhadores que representa já perderam grande parte da remuneração e lamenta que a administração ainda não tenha comunicado o plano de reestrutração da transportadora aérea.

PremiumRoger Tamraz: Dos milionários ‘pipelines’ no Médio Oriente ao interesse pelo banco de Isabel dos Santos

Gravitou em negócios da mais alta geopolítica, rodeado por chefes de Estado do Médio Oriente e de antigas repúblicas soviéticas, e fez parcerias com Onassis no Panamá. Agora gere investimentos a partir do Dubai, com russos, chineses e africanos. Aos 80 anos pretende comprar o Eurobic.
Comentários