A Alphabet (dona do Google) reportou na quarta-feira para o total do ano de 2025 um lucro líquido de 132,1 mil milhões de dólares (111,9 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) uma subida de 31,9% face aos 100,1 mil milhões de dólares (84,8 mil milhões de euros) do período homólogo. No quarto trimestre o lucro líquido passou de 26,5 mil milhões de dólares (22,4 mil milhões de dólares) para os 34,4 mil milhões de dólares (29,1 mil milhões de euros), uma subida de 29,8%.
A dona do Google fechou o ano com receitas de 402,8 mil milhões de dólares (341,3 mil milhões de euros), face aos 350 mil milhões de dólares (296,6 mil milhões de euros) do ano anterior, o que representa um crescimento de 15%. No quarto trimestre as receitas passaram de 96,4 mil milhões de dólares (81,6 mil milhões de euros) para os 113,8 mil milhões de dólares (96,4 mil milhões de euros), uma subida de 18%.
Já o lucro operacional passou de 112,3 mil milhões de dólares (95,1 mil milhões de euros), para os 129 mil milhões de dólares (109,3 mil milhões de euros), um crescimento de 14,8%. No quarto trimestre o lucro operacional passou de 30,9 mil milhões de dólares (26,1 mil milhões de euros) para os 35,9 mil milhões de dólares (30,4 mil milhões de euros), um crescimento de 16,1%.
Relativamente ao quarto trimestre a empresa reportou um aumento de 14% nas receita gerada pelos serviços do Google para os 95,9 mil milhões de dólares (81,2 mil milhões de euros), com destaque para o crescimento de 17% no Google Search e outros, a subida de 17% nas subscrições do Google, plataforma e dispositivo e na subida de 9% nos anúncios do YouTube.
Para o total do ano a cotada referiu também que as receitas geradas pelo YouTube através de anúncios e subscrições passou os 60 mil milhões de dólares (50,8 mil milhões de euros).
“O Google Cloud registou um aumento contínuo da procura dos clientes, com a receita a crescer 48%, para 17,7 mil milhões de dólares (15 mil milhões de euros), impulsionada por um aumento do Google Cloud Platform (GCP) em Infraestrutura de IA empresarial e Soluções de IA empresarial, bem como nos principais produtos do GCP”, disse a cotada sobre os resultados do quarto trimestre.
“Foi um trimestre excecional para a Alphabet e as receitas anuais ultrapassaram os 400 mil milhões de dólares (338,9 mil milhões de euros) pela primeira vez. O lançamento do Gemini 3 foi um marco importante e estamos com um grande impulso. Os nossos modelos próprios, como o Gemini, processam agora mais de 10 mil milhões de tokens por minuto através do uso direto da API por os nossos clientes, e a aplicação Gemini cresceu para mais de 750 milhões de utilizadores ativos mensais. A pesquisa teve um maior uso do que nunca, com a IA a continuar a impulsionar um momento de expansão”, disse o CEO da Alphabet e da Google, Sundar Pichai.
“Continuamos a impulsionar um forte crescimento em todos os negócios. As receitas anuais do YouTube ultrapassaram os 60 mil milhões de dólares (50,8 mil milhões de euros) em anúncios e assinaturas; temos agora mais de 325 milhões de subscrições pagas em serviços para o consumidor, impulsionadas pela forte adoção do Google One e do YouTube Premium. E a Google Cloud terminou 2025 com uma taxa de execução anual de mais de 70 mil milhões de dólares (593,2 mil milhões de euros), representando uma vasta gama de clientes, impulsionada pela procura por produtos de inteligência artificial (IA). Estamos a ver os nossos investimentos em IA e infraestruturas impulsionarem a receita e o crescimento em todos os setores. Para satisfazer a procura dos clientes e capitalizar as crescentes oportunidades que temos pela frente, os nossos investimentos em despesas de capital para 2026 estão previstos na faixa de 175 a 185 mil milhões de dólares (148,3 mil milhões de euros a 156,7 mil milhões de euros)”, acrescentou Sundar Pichai.
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