Donald Trump volta a ser acusado de assédio sexual

Amy Dorris garante que o alegado assédio decorreu num evento de ténis a 5 de setembro de 1997, mas Donald Trump rejeita as acusações.

A ex-modelo Amy Dorris acusou Donald Trump de assédio sexual, atos que, de acordo com a queixosa, decorreram no torneio de ténis US Open há mais de duas décadas, avançou o “The Guardian”, esta quinta-feira, 17 de setembro. O presidente dos EUA já veio a público rejeitar estas acusações.

Amy Dorris tinha 24 anos na época e assegurou que “estava nas mãos dele” e não se conseguia libertar, sublinhando ainda que tentou empurrar a língua de Donald Trump “com os dentes”, acreditando que, na altura, poderá ter magoado o presidente americano. Dorris, que reside na Florida, forneceu ao “The Guardian” provas da presença no evento, como é o caso do bilhete do torneio, mas também seis fotografias onde a antiga modelo está acompanhada por Trump. que na altura tinha 51 anos e era casado com Marla Maples.

Segundo o “The Guardian” o alegado assedio sexual foi confirmado por outras fontes a quem Amy Dorris confidenciou a história. Entre as restantes fontes do jornal está a mãe de Dorris, amigos, mas também o seu terapeuta.

Por sua vez, Donald Trump, através dos seus advogados, negou as acusações de que é alvo e sublinhou que em algum momento se tenha comportando de forma inadequada com Amy Dorris.

A lista de mulheres que publicamente alegaram que Donald Trump tinha tido uma conduta sexual inapropriada ultrapassa a lista de funcionários do seu gabinete. Até hoje, 26 mulheres, a contar com Amy Dorris, acusaram o presidente dos EUA de assédio e agressão sexual, mas também violação. Donald Trump sempre rejeitou as alegações e até ao momento não foi acusado de nenhum crime.

Em outubro 2016, durante a primeira campanha eleitoral de Donald Trump à liderança dos EUA, surgiram as primeiras histórias sobre a sua suposta má conduta. Na altura, o candidato republicano afirmou que Hillary Clinton e a comunicação social estavam a orquestrar um ataque “cruel” e acrescentou que tinha “provas substanciais” que refutavam as acusações.

Durante um evento em Cincinnati, Donald Trump chegou também a classificar as mulheres que alegavam terem sido assediadas como “pessoas horríveis e mentirosas”.

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