Dono da Herdade da Comporta entrega dois milhões para construção do museu judaico em Lisboa

A família de Claude Berda vai patrocinar o TIKVA Museu Judaico de Lisboa com uma doação que pode ir de dois aos quatro milhões de euros. O museu, que deverá ficar concluído em 2024, vai ficar localizado em frente ao rio Tejo, com vista para a Torre de Belém e para a fundação Champalimaud, e contará a vida dos judeus em Portugal.

Claude Berda e a família vão apoiar a Associação Hagadá, que vai construir e gerir o TIKVA Museu Judaico de Lisboa em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, com uma doação de pelo menos dois milhões de euros, apurou o Jornal Económico junto de fonte próxima ao processo.

O museu, que deverá ficar concluído em 2024, vai ficar localizado em frente ao rio Tejo, com vista para a Torre de Belém e para a fundação Champalimaud, e contará a vida dos judeus em Portugal.

O patrocínio financeiro do dono da Vanguard Properties, promotora imobiliária que está a desenvolver um projeto turístico na Comporta, poderá ascender aos quatro milhões de euros, beneficiando ainda mais a Associação Hagadá, uma associação sem fins lucrativos e cujo nome em hebraico significa “esperança”.

Desta forma, “Claude Berda e a família participam na edificação de um museu que terá impacto arquitetónico e cultural na cidade de Lisboa”, diz fonte.

O museu foi desenhado pelo arquiteto Daniel Libeskind, num projeto que teve o apoio do ateliê Miguel Saraiva e Associados.

Daniel Libeskind desenhou também os museus judaicos de Berlim, São Francisco e Copenhaga, os memoriais do Holocausto nos Países Baixos, no Canadá e nos Estados Unidos e a reconversão do Ground Zero, em Nova Iorque.

Esta quarta-feira, dia que marca o bicentenário da extinção do Tribunal do Santo Ofício – a Inquisição –, dá-se o arranque do projeto entre a autarquia e a Associação Hagadá com a celebração do protocolo de colaboração entre as duas entidades, que acordaram o direito de superfície no terreno onde será construído o museu, por um período de 75 anos que pode ser renovado.

O Museu Judaico de Lisboa terá uma superfície de 3.869 metros quadrados e retratar os quase dois mil anos de história do judaísmo no território português, pretendendo preservar e divulgar a memória e a vivência judaica e valorizar as diferenças culturais, promovendo a integração inter-religiosa.

A cerimónia de celebração do protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação Hagadá, responsável pela criação, instalação e gestão deste museu, acontecerá às 12h00, num evento online que contará com a presença de Daniel Libeskind, do autarca Fernando Medina, da vereadora com o pelouro da Cultura, Catarina Vaz Pinto, e da presidente da Associação Hagadá, Esther Mucznik.

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