O Dow Jones e o cobre atingiram na segunda-feira novos máximos. Na mesma toada estiveram o Stoxx600, e também os índices de Londres, Madrid e Frankfurt, e o MSCI [que mede a evolução das bolsas mundiais], como assinala esta terça-feira a BA&N.
Nas matérias-primas o cobre ultrapassou, na segunda-feira, os 13 mil dólares (11.096 euros à taxa de câmbio atual), na bolsa londrina, na segunda-feira, chegando a cotar nos 13.187 dólares (11.260 euros). A valorização do cobre, de acordo com a Bloomberg, justificou-se pela corrida à exportação deste metal para os Estados Unidos.
“O aumento histórico dos stocks nos Estados Unidos (EUA) é ainda o principal fator determinante dos preços globais do cobre”, disse a analista de matérias-primas da BMO Capital Markets, Helen Amos, citada pela Bloomberg. Citado também pela mesma publicação o estrategista na área de metais da Marex, Al Munro, sublinhou que a greve na mina de Mantoverde (Chile) ajudou a “impulsionar” a atividade especulativa no mercado.
O cobre tem estado em alta no último ano, a par de outras matérias-primas como o ouro e prata, ao registar uma valorização de 44%. Já o ouro e a prata valorizaram 68% e 159% num ano.
No dia de ontem [segunda-feira] estiveram em evidência nos mercados financeiros as ações ligadas à energia, em concreto as petrolíferas norte-americanas, e as do setor da defesa, como consequência da operação norte-americana na Venezuela, ocorrida no fim-de-semana, que resultou na captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Na segunda-feira, Nicolás Maduro compareceu perante um tribunal federal de Nova Iorque respondendo a acusações criminais ligadas a narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de armas e posse de dispositivos destrutivos. Perante as acusações Nicolás Maduro declarou-se, perante a justiça, como inocente, tal como a sua mulher Cilia Flores. A próxima audiência está prevista para 17 de março.
“Os preços do petróleo estão a corrigir dos avanços da véspera, mas as petrolíferas negoceiam em alta, com as cotadas norte-americanas do setor a dispararem perante as perspetivas de regresso à Venezuela”, assinala a BA&N, esta terça-feira.
Ainda sobre o petróleo a BA&N sublinha que os analistas esperam uma negociação em “baixa moderada” dos preços ao longo de 2026, “guardando que as cotações da matéria-prima vão ser pressionadas pela aumento da oferta e evolução débil da procura”.
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