“É necessário alterar as atuais políticas agrícolas e comerciais”, diz João Ferreira sobre cimeira da ONU da biodiversidade

Para o candidato à Presidência da República, são precisas “medidas e mudanças concretas se o que queremos são resultados positivos também concretos, em vez de pias proclamações e da repetida constatação, cimeira após cimeira, do avanço da perda de biodiversidade”.

O candidato presidencial apoiado pelo PCP, João Ferreira, referiu ser “necessário alterar as atuais políticas agrícolas e comerciais, ao comentar a Cimeira da ONU sobre biodiversidade que se vai realizar esta semana.

Num artigo publicado na sua página de candidatura, o eurodeputado do PCP assegura ser “necessário alterar as atuais políticas agrícolas e comerciais, indutoras de modelos de produção intensiva, de cariz exportador, travar a desregulação e liberalização do comércio internacional, que arrasa a pequena produção. São necessários modelos de consumo mais sustentáveis, que favoreçam a produção e consumo locais”.

“As grandes mudanças que se exigem em setores como a energia ou os transportes, requerem a recuperação do controlo público, democrático, sobre tais setores e sobre empresas estratégicas. De forma a conduzir processos que mudança num quadro de prevalência do interesse público e da salvaguarda do ambiente”, aponta João Ferreira.

“São necessários mais recursos diretamente dirigidos à conservação na Natureza e à recuperação de áreas naturais degradadas”, sublinha João Ferreira.

Para o candidato à Presidência da República são precisas “medidas e mudanças concretas se o que queremos são resultados positivos também concretos, em vez de pias proclamações e da repetida constatação, cimeira após cimeira, do avanço da perda de biodiversidade”.

João Ferreira também recorda que “no passado se falharam metas a este nível. A União Europeia fixou há cerca de uma década o objetivo de travar a perda de biodiversidade até 2020”. “O resultado foi, está a ser, um rotundo fracasso”, garante.

“A par de outros problemas que com ela se relacionam , como a poluição e o seu impacto ao nível das alterações climáticas, a destruição e a fragmentação de habitats, a perda da biodiversidade constitui um dos mais graves problemas ambientais com a Humanidade se defronta”, explica João Ferreira.

A Cimeira da ONU sobre Biodiversidade vai decorrer na quarta-feira, dia 30 de setembro, este ano em modo virtual. “Trata-se, nomeadamente, de um compromisso no sentido de colocar a biodiversidade, o clima e o ambiente em geral no cerne das estratégias de recuperação da COVID-19”, segundo comunicado do Conselho Europeu de 21 de setembro.

Na página da ONU, consta que “a pandemia COVID-19 destacou ainda mais a importância da relação entre as pessoas e a natureza” e que no evento, este ano, vai estar em destaque “a crise que a humanidade enfrenta com a degradação da biodiversidade”.

 

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