CEO da EAD: “A crise levou as empresas a se reinventar e uma das soluções foi a digitalização”

O responsável pela EAD, empresa de gestão documental, com presença na Madeira, considera que considera que “já não há volta a dar”, e que “a grande aceleração no uso de tecnologia, digitalização e novas formas de trabalhar” não são o futuro imediato mas sim o presente.

O CEO da EAD, Paulo Veiga, acredita que 2021 pode ser o ano da transição. O gestor da empresa de gestão documental, que está presente na Madeira, considera que crise levou a que as empresas tivessem que se reinventar e uma das soluções foi a digitalização dos seus processos de negócio.

A empresa tem procurado ajudar os seus clientes na transformação digital através de “soluções inovadoras de digitalização de correspondência recebida e tratamento de faturas, conciliando eficiência com teletrabalho, de modo a estar à altura das expetativas dos mesmos”. Paulo Veiga explica que “surgiram novas oportunidades de negócio”, promovidas pelo teletrabalho e a necessidade de desmaterializar documentos e colocar na plataforma ERP dos clientes, ou mesmo na nossa de gestão documental na Cloud.

“Para tal, temos soluções de software de gestão documental, o nosso RWS, Read Write & Share, que conta com mais de 100 clientes e mais de 5.000 utilizadores, alguns na região, que a custos muito reduzidos, possibilita ajudar as organizações no processo de transformação digital”, acrescenta.

O CEO da EAD espera que 2021 seja o ano da transição.

“As empresas, o empreendedorismo e inovação ganharam força e destaque no seu crescimento. Fruto da crise, as empresas reinventaram-se e uma das soluções encontradas foi a digitalização dos seus processos de negócio, permitindo assim a manutenção da sua atividade e, acima de tudo, o aumento da produtividade”, explica Paulo Veiga.

O CEO da EAD considera que é “muito evidente que já não há volta a dar”, e que “a grande aceleração no uso de tecnologia, digitalização e novas formas de trabalhar” não são o futuro imediato mas sim o presente.

“Longe vão os tempos em que foi necessária uma década ou mais para que as tecnologias disruptivas atraíssem a atenção dos decisores e se transformassem em fatores de produtividade. Fruto dos tempos, as empresas tiveram de se esforçar significativamente para instalar ou adaptar novas tecnologias, sob imensa pressão. E a maior parte conseguiu. A maior parte percebeu, atempadamente, que a melhor vacina para a sua organização era dar este salto digital”, explica.

Paulo Veiga sublinha que a estratégia da EAD passa por divulgar a sua oferta de serviços.

O CEO da EAD sublinha que a empresa procura dialogar com os seus clientes e com os seus parceiros na Madeira, onde se incluem: ACIF – Associação Comercial e Industrial do Funchal, AJEM – Associação de Jovens Empresários Madeirenses, Delegação Regional da Madeira da Ordem dos Economistas, Ordem dos Advogados e com os meios de comunicação regionais e até com o governo regional, se para tal, tivermos oportunidade.

“Somos um grupo empresarial com capital 100% português, presente na região há mais de 12 anos e contamos com mais de 300 colaboradores, 20 dos quais dedicados à inovação e desenvolvimento tecnológico”, sublinha.

O CEO da EAD refere que a pandemia obrigou a empresa a se reinventar, tal como aconteceu com as outras organizações.

“Nesta reinvenção, não só contribuímos ativamente como um parceiro estratégico nos planos de contingência dos nossos clientes, uma vez que tratamos de documentação confidencial, como também desenvolvemos serviços como o mailroom digital, numa altura em que muitas equipas estavam em teletrabalho e a correspondência tinha de ser gerida”, explica.

Paulo Veiga refere ainda que a EAD disponibilizou “ferramentas digitais que podem ajudar as empresas a manterem o seu funcionamento sem recurso ao papel como o seu principal suporte ao registo da sua atividade”.

O CEO da EAD considera que isso demonstrou que mesmo em cenários mais adversos “existem oportunidades e necessidades das organizações que não podem parar de ser supridas”.

Paulo Veiga considera importante que as empresas “saibam definir o caminho, a estratégia, olhar para melhores práticas e entenderem qual pode ser o valor acrescentado na adoção da transformação digital”, acrescentando que é “preciso correr, mas saber para onde é o mais importante. As tecnologias não servem apenas para digitalizar o papel, mas para transformar processos de negócio, aumentando a competitividade das organizações”.

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